Mais uma peripécia à volta da quadragésima-sexta "Cimeira dos Sete" ocorreu esta semana depois de no dia 20 o presidente Trump ter convidado os seus pares do G7 para se encontrarem em Washington DC, como "prova de que tudo volta ao normal".
Em março, Trump tinha anunciado que a reunião seria por videoconferência, em vez de ter lugar em Camp David — a residência de campo dos presidentes, sita nos montes Apalachian, próximos à capital, onde em 2012 Obama recebeu o G8 (que em 2014 passou a ser G7, com a exclusão da Rússia devido à anexação da Crimeia).
De entre os jornais de referência, apenas o L’Express retomou, neste sábado, a notícia do site Politico sobre a recusa formal do último convite formulado pelo presidente Donald Trump.
"A chancelerina agradece o convite do presidente para a cimeira do G7 em fins de junho em Washington. Dada a presente situação pandémica, a chancelerina considera desaconselhável a sua participação presencial, em viagem a Washington", segundo o porta-voz do governo alemão comunicou na 6ªfª, 28.
Tal como Merkel, o primeiro-ministro japonês Shinzo Abe com a mesma idade está no grupo mais vulnerável à Covid-19.
No site institucional dedicado à quadragésima-sexta reunião do grupo de países mais industrializados — Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Japão, Itália e Reino Unido —, é referido sem mais indicações que "o G7 de 2020" deixa de ter lugar em Washington e passa a ser por videoconferência.
É a última desventura sobre este evento que começou por ser o ’G7 2020 em Miami’ que tanta tinta fez correr desde que em agosto último, no fecho da cimeira de Biarritz, o presidente dos Estados Unidos propôs um dos seus resorts para acolher a edição de 2020 (G72020...presidente promove resort Trump, com historial de queixas de percevejos e multas da inspeção sanitária que até fechou cozinha por falta de higiene,30.ago.019)
Feita a proposta, os ’media’, tanto pró-democratas como pró-republicanos, criticaram a promoção da empresa privada do presidente dos Estados Unidos e foram desenterrar os casos mais desagradáveis do historial sanitário do Doral, resort 5-estrelas com mais sucesso de vendas da cadeia Trump.
Merkel baseia recusa em evidência científica
Fontes anónimas referem a fúria de Trump perante a recusa mais recente da chancelerina, insistindo que a mesma tem fundamento na pouca cordialidade existente entre os dois líderes.
Mas fontes do governo alemão desmentem tal possibilidade: Angela Merkel como cientista toma as suas decisões na presente pandemia em bases científicas. Um exemplo: recusou ir a Bruxelas no dia 19 de junho, por considerar que é demasiado cedo para deslocações.
Fontes: Referidas/Arquivo. Fotos: Macron foi o anfitrião da ’Cimeira dos Sete’, em 2019, em Biarritz, França. Em tempos de pandemia, Angela Merkel foi a primeira a declinar o convite para deslocar-se à capital americana. A reunião dos sete países mais potentes será por videoconferência, "em fins de junho", segundo uma fonte ou "nos dias 10 a 12 próximos" segundo o site do evento — que parece não ter atualizado a data.
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