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Covid-19 provoca mudanças no hábito alimentar de cabo-verdianos: Estudo revela que consumo de bolo e bolacha aumentaram 25 Agosto 2020

O consumo de bolos e bolachas pelos cabo-verdianos aumentou durante a pandemia de covid-19 no país. A revelação é de um estudo recentemente realizado, que aponta, no entanto, que o consumo de produtos como carnes vermelhas e pescado, frutos secos, alimentos processados e bebidas alcoólicas diminuiram face à situação anterior à pandemia de novo coronavírus em Cabo Verde.

Covid-19 provoca mudanças no hábito alimentar de cabo-verdianos: Estudo revela que consumo de bolo e bolacha aumentaram

Conforme fonte do Asemanaonline, as instituições portuguesas, como Universidade de Évora, Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril e Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto, realizaram um estudo acerca das alterações no comportamento alimentar, durante a pandemia por Covid-19, o qual envolveu parceiros de 23 países, tendo-se conseguido, até ao momento, dados de 17 países.

Para um dos envolvidos no estudo, Cabo Verde foi um dos países participantes, tendo-se observado alterações na frequência de consumo de diferentes grupos de alimentos. «Produtos como carnes vermelhas e pescado, ou mesmo frutos secos, alimentos processados e bebidas alcoólicas apresentaram diminuição de consumo face à situação anterior à pandemia de covid-19. À semelhança do que se observou para outros países, nomeadamente países europeus e americanos, o consumo de bolos e bolachas aparece referido como tendo aumentado. Mas, curiosamente, o consumo de chocolate diminuiu», declarou o cabo-verdiano Vlademir Silva, um dos investigadores da equipa que é liderada pelas docentes Maria Raquel Lucas e Elsa Lamy, ambas da Universidade de Évora.

Segundo a mesma fonte, a necessidade de alguma redefinição dos hábitos alimentares dos Cabo-Verdianos é também ilustrada por uma percentagem considerável dos respondentes, que referem aumentos no consumo de hortícolas e fruta fresca, o que pode ser uma oportunidade em termos de mudanças para hábitos alimentares mais saudáveis, no futuro.

«É curioso observar que, ao contrário de grande parte dos países da europa, a população de Cabo-Verde não perceciona grandes alterações nas motivações para as escolhas alimentares. Motivações como busca de prazer e conforto, que em muitos países é reportada como sendo mais intensa nesta fase, não parece ter aumentado nesta população. Uma situação similar à ocorrida noutros países de África, como São Tomé e Príncipe e Angola, provavelmente resultantes de contextos sócio-culturais, ambientais e situacionais distintos», revela Vlademir Silva.

A fazer fé na mesma fonte, os investigadores referidos indicam que “os resultados dos diferentes países estão, neste momento, a ser tratados de forma integrada, estando prevista a apresentação dos mesmos no congresso internacional Eurosense, em Dezembro do presente ano, assim como a publicação dos resultados detalhados em revistas científicas da especialidade ”.

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