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Covid-19 teve início em agosto, segundo estudo Harvard de imagens-satélite de idas a hospitais e buscas online, mas Pequim descredibiliza-o 11 Junho 2020

Um grupo de cientistas da Harvard estudou as imagens satélites de idas a hospitais na cidade de Wuhan ao longo de anos diferentes e notou um novo padrão em agosto. A este novo dado junta-se o estudo das buscas online por sintomas entre abril de 2017 e maio de 2020.

Covid-19 teve início em agosto, segundo estudo Harvard de imagens-satélite de idas a hospitais e buscas online, mas Pequim descredibiliza-o

As imagens satélites de alta resolução mostram os padrões de ocupação nos parkings de hospitais a variar em agosto do ano passado, quatro meses antes da data oficial do surgimento oficial dos primeiros casos da doença do novo coronavírus em Wuhan.

"Não podemos confirmar se esse incremento de movimentação está ligado ao novo SARS mas outros estudos apoiam essa indicação".

Entre esses estudos, está o das buscas por palavras mais frequentes nas buscas online relacionadas com sintomas como "tosse", "falta de ar"/"síndroma respiratório", "diarreia".

A equipa da Faculdade de Medicina de Harvard analisou dados entre abril de 2017 e maio de 2020.

Entre 2018 e 2020, dizem os investigadores, nota-se uma diferente procura de serviços hospitalares — e que entre agosto e dezembro se torna intensa e progressiva. Cinco dos seis hospitais observados mostraram níveis mais elevados de ocupação entre setembro e outubro, o mesmo período em que se registam os níveis mais elevados de buscas no sistema de busca do Baidu.

Os autores do estudo prevenindo-se contra os céticos, avançam que "embora sem poder confirmar a causa do incremento das idas aos hospitais, se está diretamente ligado ao novo coronavírus, os elementos recolhidos e o seu tratamento concordam com está outros trabalhos recentes que mostram a ocorrência do surto antes da identificação do vírus no mercado de frescos Huanan", em Wuhan.

Cúmulo do absurdo

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da China reagiu de imediato ao estudo. "É o cúmulo do absurdo chegar-se a tal conclusão tão-só com base em elementos superficiais como os padrões de tráfego (rodoviário)", disse ontem mesmo em conferência de imprensa a porta-voz Hua Chunying.

As desconfianças são mútuas, como se evidencia na resposta da equipa de Harvard que destacou a dificuldade em obter dados das entidades oficiais chinesas. Segundo Harvard, os dados obtidos muitas vezes suscitam dúvidas quanto à sua fiabilidade porque as empresas fornecedoras não oficiais são múltiplas e sem certificação verificável.
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Fontes: CNBC/ BBC/Times of India/Washington Examiner. Fotografadas imagens de satélite sobre estacionamentos em hospitais de Wuhan.

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