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Covid-19 vem em 2ª vaga dupla no próximo inverno europeu, prevê OMS — "Fim da 1ª vaga não é para celebrar mas para preparar a 2ª, mais letal" 15 Maio 2020

A "onda dupla" de Covid-19 temida pela OMS-Organização Mundial de Saúde pode vir acompanhada de mais uma epidemia de sarampo ou gripe no próximo inverno europeu, segundo o diretor da OMS-Europa, Hans Kluge, para quem o fim da primeira vaga, de que alguns países já estão perto, é tempo "de preparação e não de celebração".

Covid-19 vem em 2ª vaga dupla no próximo inverno europeu, prevê OMS —

Em entrevista publicada hoje (6ªfª, 15) no jornal britânico The Telegraph, o belga Hans Kluge deixou claro que os países europeus — com 63% dos óbitos e 46% do total de contágios da pandemia — devem agora preparar-se para uma segunda onda do coronavírus. "Não é tempo de celebração, é tempo de preparação", avisou.

"É o que estão a fazer os países escandinavos: não excluem uma segunda onda, mas esperam que seja localizada para poderem agir rápido", afirmou Kluge.

Referiu ainda o que a Singapura e o Japão "estão a fazer em termos de preparativos" para a volta da Covid-19.

Recorde-se que a Singapura — país duramente atingido em fevereiro-março, mas que conseguiu controlar a situação —após o primeiro registo de 10 casos em 01 de fevereiro, impôs medidas como a despistagem sistemática e a quarentena vigiada. Muitos apontam que esta pode ser mais eficaz que "o todos em casa", a generalização da quarentena, que está a fechar cidades, como se está a ver em Portugal, Espanha, França, Itália.

"Confinamento não terminou"

O responsável europeu da OMS assumiu, em conferência de imprensa em Genebra, que há o perigo de "o cansaço do estado de emergência" fazer perder o que se ganhou com o confinamento.

"Ou caminhamos para um novo normal ou comportamo-nos de modo que nos manda de volta para as restrições nos nossos movimentos e interações sociais", disse Kluge, citado pelo The Independent.

O responsável da OMS-Europa, no cargo há três meses, alertou para a necessidade de "aprender com as lições" da primeira pandemia de SARS-Covid, na previsão de uma segunda talvez até terceira vaga.

"Já vimos, de modo inequívoco, que mesmo os melhores sistemas de Saúde não aguentaram a primeira vaga, que chegou com uma rapidez e uma força tal que deitou abaixo os melhores indicadores de Saúde dos países mais desenvolvidos".

Fontes: Referidas. Foto (The Telegraph): Interpretação artística de potencial 2ª vaga: os mais atingidos Reino Unido, Itália, Espanha, França.

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