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Covid-1919: Estudo mostra que mais de 90% dos cabo-verdianos mudaram suas rotinas devido à covid-19 19 Junho 2020

Um estudo sobre conhecimentos, atitudes e práticas sobre o covid-19, promovido pelo Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) demonstrou que mais de 90% dos cabo-verdianos mudaram suas rotinas e têm tido “comportamentos assertivos” em relação à doença.

Covid-1919: Estudo mostra que mais de 90% dos cabo-verdianos mudaram suas rotinas devido à covid-19

O estudo, de âmbito nacional, e cujos resultados foram apresentados hoje, foi realizado de 05 do 12 de Abril através das redes sociais Facebook, Viber, Whatsap e Twiter a uma amostras constituída por 1996 pessoas na sua maioria do sexo feminino e com idade compreendidas entre 25 e 44 anos.

Segundo a presidente do INSP, Maria da Luz Lima, o mesmo visava analisar os Conhecimentos, Atitudes e Práticas (CAP) em relação à prevenção e controlo da covid-19 na população residentes em Cabo Verde, como forma de subsidiar as estratégias de comunicação de riscos e envolvimento comunitário.

“A maioria dos inquiridos demonstrou comportamentos assertivos em relação à covid-19, isto é 98,7% dos participantes declararam ter permanecido em casa nos últimos dias, antes da recolha dos dados e 96,49% não frequentaram festas, funerais ou locais lotados e 93,19% confirmaram mudanças nas rotinas devido à covid-19”, refere o estudo.

De acordo com o documento a que a Inforpress teve acesso, os relatos demonstraram mudanças diárias na rotina diária do trabalho (teletrabalho), cuidados de higiene como lavar as mãos, evitar contacto com a boca e nariz e a higienização da casa e objectos pessoais.

Os inquiridos relataram ainda mudanças nas relações sociais e familiares (não receber visitas, estar mais com a família), aumento na procura de informação sobre a covid-19 e outros conhecimentos e uma certa dose de stress e ansiedade devido ao isolamento e a pandemia.

O estudo mostrou por outro lado que o comportamento menos assertivo diz respeito ao uso de máscaras. Apenas 13,63% dos inquiridos tinha declarado que utilizavam essa indumentária ao sair de casa.

Uma situação justificada com a informação que era passada na altura tanto da parte da Organização Mundial da Saúde (OMS) como das autoridades sanitárias do país de que o uso de máscaras não era essencial.

“Na altura não havia obrigatoriedade de uso de máscaras. Estávamos confinados, mas o nível de conhecimento é muito elevado e isso deu-nos um certo conforto”, disse a presidente do INSP.

O estudo mostra também que a maioria dos cabo-verdianos (76,15%) tem confiança que o novo coronavírus será controlado e 87,48% admitiram que Cabo Verde terá sucessos nessa luta, isto é confiam nas medidas adoptadas pelo Governo no combate à pandemia.

Maria da Luz Lima adiantou que um segundo estudo vai ser realizado, agora com recolha de dados no terreno, para ver como é que está o comportamento dos cabo-verdianos agora no período de desconfinamento e retoma das actividades.

Cabo Verde registou o seu primeiro caso positivo de covid-19 a 19 de Março, três meses depois, completados hoje contabiliza total acumulado de 849 casos e oito óbitos. A Semana com Inforpress

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