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Covid EUA: 30 milhões vacinados, mas variantes britânica e sul-africana ameaçam — "Prioridade é dar 1ª dose ao máximo de pessoas" 02 Fevereiro 2021

O presidente prometeu cem milhões de vacinas em cem dias e, antes de fevereiro entrar, vinte e nove milhões já tinham sido vacinados — com a primeira dose. Mas o ritmo de infeções por Covid cresce e regista-se a morte de mais de 450 mil dos 26,7 milhões de infetados nos Estados Unidos. Além disso, o número de infeções aumenta e acelera devido às novas variantes, como a variante B.1.351 (surgida na África do Sul) detetada no sábado, 30, em Baltimore, Maryland na área metropolitana da capital, Washington DC.

Covid EUA: 30 milhões vacinados, mas variantes britânica e sul-africana ameaçam —

"A prioridade agora" — em que trinta milhões de cidadãos dos Estados unidos já foram inoculados com a primeira dose da vacina e dois milhões já receberam a segunda e última dose — "é suspender a segunda dose para poder dar a primeira dose ao máximo de pessoas", defende o epidemiologista Michael Osterholm, diretor do Centro de Investigação de Doenças Infecciosas da Universidade do Minnesota, que é o principal conselheiro do presidente Biden.

As segundas doses vão ter de esperar, devido aos números da infeção em crescendo. A primeira dose tem de ir para o número máximo de pessoas, defende o conselheiro da nova presidência que chegou à Casa Branca com a promessa de combater o vírus.

"O furacão está a chegar e temos de dar o alerta", expressou Osterholm. Além da atual situação que está a ser agravada não só com "as duas novas variantes", a sul-africana B.1.351 e a britânica A 117, que já entraram nos Estados Unidos e que são "ainda mais contagiosas", o epidemiologista prevê nos próximos meses "o surgimento de novas infeções e de novas variantes" no país mais afetado pela doença do coronavírus de 2019.

A primeira de duas doses protege

As vacinas autorizadas, Pfizer, AstraZeneca e Moderna, requerem que a pessoa seja inoculada duas vezes, com duas a quatro semanas de intervalo. Mas dado o atraso nos programas de vacinação, sobretudo devido à lentidão na produção dos inoculantes, os especialistas têm vindo a defender que a primeira de duas doses já oferece proteção por algum tempo.

Osterholm afirma que os dados indicam que quanto mais tempo ocorrer entre a primeira e a segunda dose "maior será a eficácia da vacina". Por isso defende a vacinação prioritária do grupo acima dos 65 anos, para "reduzir as doenças graves e as mortes" nas próximas semanas.

Fontes: Washington Post/LA Times/Worldometers. Fotos (Getty): Estádio Dodger de Los Angeles, automobilistas chegam para vacinas previamente marcadas, no sábado, 30. Mas largas dezenas de manifestantes anti-vacina — alguns associados a movimentos supremacistas — impediram o acesso aos esperançosos pela vacina anti-Covid, que ou tiveram de esperar longas horas ou voltaram para casa sem vacina.

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