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Covid no Brasil: 5.811.713 infeções e 164.855 óbitos — Bolsonaro diz que compra vacina ao país que já a aplicou a toda à sua população 14 Novembro 2020

A imprensa brasileira destaca neste sábado, 14, as mais recentes intervenções do presidente. Uma, o facto de Jair Bolsonaro minimizar a possibilidade de uma segunda onda da Covid-19 no Brasil: "E agora tem essa conversinha de segunda onda", mas que se "tem de enfrentar", "porque se quebrar de vez a economia seremos um país de miseráveis". Outra, a possibilidade de reconsiderar a aquisição da vacina anti-Covid desde que "o país" exportador "já a tenha aplicado a toda à sua população". Outra ainda, sobre o desmatamento: "Os países que mais nos criticam são os que mais importam madeira ilegal do Brasil".

Covid no Brasil: 5.811.713 infeções e 164.855 óbitos — Bolsonaro diz que compra vacina ao país que já a aplicou a toda à sua população

O presidente Jair Bolsonaro interpelado em conferência de imprensa, na sexta-feira, sobre a sua recusa em adquirir a vacina CoronaVac no momento em que os casos de Covid continuam em alta, esquivou-se: disse que compra "a vacina ao país que já a aplicou a toda à sua população". Fica subentendida a referência à farmacêutica chinesa Sinovac, fabricante da vacina CoronaVac.

O presidente também voltou a atacar no mesmo dia, os países estrangeiros que o criticam pelo aumento do desmatamento e queimadas na região Amazónica: "Querem nos tirar a autonomia, o mando da região, porque é uma região riquíssima. Ninguém está preocupado com terra pobre. É só o que interessa", disse.

Em conferência de imprensa, repetiu o dissera em transmissão ao vivo nas suas redes sociais no dia anterior, sobre os países que fazem compra ilegal de madeira: "Ontem eu mostrei pelo ’DNA’ da madeira para onde ela está indo, comprovada pela Polícia Federal. Os países que mais nos criticam são os que mais importam madeira ilegal do Brasil", afirmou.


Porquê?

O tom radical das mais recentes declarações de Bolsonaro tem sido apontado como uma tentativa de desviar as atenções sobre notícias negativas como a denúncia criminal apresentada contra o seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro, e a derrota eleitoral da sua principal referência externa, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Contudo, segundo a BBC, Bolsonaro até quis dar os parabéns a Biden, mas o filho Eduardo impediu-lho. Decerto porque Biden prometeu durante a campanha que poderia usar a retaliação comercial para o caso de continuar o desmatamento na Amazónia.

Fontes: Folha/Globo. "O muito bom amigo" Jair Bolsonaro e o filho, Eduardo Bolsonaro, recebidos por Trump em março de 2019.

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