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Covid19 / Resultado do inquérito ao Hospital Baptista de Sousa: Reguladora ERIS conclui que houve erro de diagnóstico, mas não intencional 27 Junho 2020

O inquérito ao primeiro caso de covid-19 em São Vicente, instaurado pela Entidade Reguladora Independente da Saúde (ERIS) concluiu que houve erro de diagnóstico, mas não de forma intencional na Clínica MediCentro e no Hospital Baptista de Sousa no Mindelo.

Covid19 / Resultado do inquérito ao Hospital Baptista de Sousa: Reguladora ERIS conclui que houve erro de diagnóstico,  mas não intencional

A falha, segundo o presidente do Conselho de Administração da Entidade Reguladora Independente da Saúde, resultou da não aplicação à paciente, de um critério de diagnóstico da Organização Mundial da Saúde, que também fazia parte dos Planos de Contingência: Nacional e do Hospital Baptista de Sousa.

Eduardo Tavares explica que o item que, por erro, também não foi observado na Clínica MediCentro, considera suspeito um doente com infecção aguda grave - febre - e um sintoma de doença respiratória - tosse ou falta de ar - e que requer hospitalização.

“Por não haver nenhum caso de covid-19 na ilha, a possibilidade de diagnóstico desse caso era baixa, considerando outros diagnósticos referenciais de pneumonia grave, tal como a pneumonia atípica e a tuberculose miliar, sendo este último mais frequente no nosso meio. A condução do caso falhou pela não consideração, ou consideração tardia, da hipótese diagnóstica de covid-19, o que acabou por expor outros profissionais de saúde e contactantes ao risco de contrair a infecção, o que demonstra a sua não intencionalidade. Portanto, ninguém iria colocar a sua própria vida em risco de livre e espontânea vontade.”

O relatório, que tem objectivo pedagógico segundo Eduardo Tavares, recomenda que na atual conjuntura epidemiológica deve-se seguir à risca, o Plano de Contingência Nacional dos Hospitais, Clínicas e Serviços, entre outros protocolos.

“Definição de casos suspeitos, respeitando os critérios da OMS; planos de contingência, tanto nacional como locais; uso de equipamento de protecção individual para todos os casos suspeitos; criação de protocolo de transporte seguro de paciente crítico no âmbito intra-hospitalar inter-hospitalar, e das clínicas privadas; melhoria da comunicação entre os profissionais de saúde e entre as diversas estruturas de saúde, sejam elas públicas ou privadas.”

O inquérito foi feito por uma equipa formada por uma bióloga, um médico especialista e um enfermeiro.

O caso, record-se, remonta a inícios do mês de Abril deste ano, quando foi diagnosticado o primeiro caso de covid-19 na ilha de São Vicente, uma senhora de nacionalidade chinesa.

Na altura, o ministro da Saúde, Arlindo do Rosário, admitira, em conferência de imprensa, que havia evidência de que teria havido falhas no processo.
“Tenho informações enviadas pela Delegacia de Saúde e também pelo Hospital Baptista de Sousa onde reconhecem que terá havido falhas na condução no processo”, disse Arlindo do Rosário, evocando o sentido de compromisso para avançar com um inquérito: “manda a verdade e sentido de compromisso com a saúde das cabo-verdianas e dos cabo-verdianos que essas falhas sejam devidamente apuradas e, naturalmente, que sejam assacadas as devidas responsabilidades”, declarava o ministro da Saúde.

Agora a Entidade Reguladora Independente da Saúde veio concluir que, no primeiro caso de covid-19 em São Vicente, houve erro de diagnóstico, mas não forma intencional na Clínica MediCentro e no Hospital Baptista de Sousa no Mindelo. A Semana com RCV

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