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Crédit Suisse fecha conta de artista dissidente chinês — "É para conquistar negócios na China" 08 Novembro 2021

O artista Ai Weiwei, com a maior exposição em Portugal, denunciou a manobra como um estratagema para "conquistar negócios na China" e nega a alegação de ’ficha suja’ com que o banco suíço se defende. "Nunca fui acusado nem julgado" no caso dos "crimes económicos" que o mantiveram 81 dias preso sem culpa formada em Pequim em 2011.

Crédit Suisse fecha conta de artista dissidente chinês —

"Por que razão o Crédit Suisse estava a usar o meu ‘crime’ como razão para fechar a minha conta bancária? Não há muito tempo a instituição anunciou que estava a acelerar o recrutamento de funcionários na China", o artista escreveu no site artnet.com, neste setembro.

Esta sexta-feira 5, o Crédit Suisse emitiu um comunicado em que justifica com "razões empresariais" a decisão. "O cliente não entregou todos os documentos, por isso fechámos a conta".

Artista ativista

O ativismo político de Weiwei, crítico da China atual, assenta também na dureza de vida sofrida na infância, dado o exílio político do pai — intelectual deportado para a província para ser reeducado no âmbito da revolução cultural do presidente Mao.

A sua obra de décadas — muito marcada pelas circunstâncias da sua vida — é classificada como conceptual e abrange as mais diversas modalidades das artes plásticas: pintura, desenho, escultura — e experimentações com diversos materiais, da tela e seda ao bambu, das lanternas de papel à pedra e metais.

Weiwei bebe em tradições artísticas da China mas também na vanguarda ocidental e toma lições da história da arte de várias proveniências. Tudo isto sob uma funda crítica aos poderes instalados de oriente a ocidente.
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Fontes: Bloomberg/Reuters/Websites. Fotos: Mapa-múndi: milhares de camadas de algodão fino, a denunciar a "absurda produção chinesa". Azulejos Odisseia: a arte portuguesa na odisseia humana. Teto cobra feito de mochilas: em homenagem às cinco mil crianças de Sichuan que em 2008 morreram soterradas nas suas escolas "com construção de má qualidade devido à corrupção". Bicicletas: no teto, nas paredes, na fachada do centro expositor em Lisboa com 4000m2; memória pessoal de Weiwei que na sua infância "queria ter uma".

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