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Criminalidade em Santiago: Mais um agente da Polícia Nacional encontrado morto em Santa Catarina 21 Novembro 2019

Cabo Verde está consternado com o caso de mais um agente da Policia Nacional presumivelmente assassinado, hoje, em Santiago. Trata-se de José Luís Correia Neves (ver foto), que trabalhava na investigação criminal e foi encontrado, esta madrugada, morto, nas proximidades da sua residência, em Chão dos Santos, em Santa Catarina de Santiago. Este é o segundo policial encontrado morto, em menos de uma mês na ilha, depois do agente Hamilton Morais ter sido baleado, no dia 29 de Outubro, na zona de Tira Chapéu-Praia.

Criminalidade em Santiago: Mais um agente da Polícia Nacional encontrado morto em Santa Catarina

Segundo testemunhas oculares e fotos que circulam nas redes socais, presume-se que José Luís Correia Neves, que era também professor de Karaté, tenha sido assassinato e abandonado no local. É que no sítio onde onde se encontrou o corpo, aproximadamente 40 metros da residência da vítima, estão vários vestígios de sangue espalhados pelo chão.

Conforme informações apuradas por outros órgãos da imprensa, por volta das 23 horas desta quarta-feira, a esposa de Zé Luís ligou para a Esquadra de Assomada para avisar que ainda ele não tinha chegado em casa - a PN entrou em ação e descobriu o crime.

Ao fecho desta edição, as autoridades judiciais e de saúde estavam a proceder ao levantamento do corpo - foi depois concretizado por volta das 14 horas. Tanto a PN como a PJ já se encontram no terreno para investigar a causa que terá estado na origem da morte do agente e possíveis envolvidos no crime.

José Luís Correia Neves trabalhava na investigação criminal no Comando Regional da PN de Santa Catarina – na altura do crime não se encontrava de serviço. Antes de entrar na Polícia Nacional foi agente de Guarda Florestal.

PJ descarta uso de arma de fogo ou branca no crime

Entretanto, num comunicado lacónico remetido na tarde de desta quarta-feira, a PJ descarta o uso de armada de fogo ou branca no crime. «Na sequência da localização, na manhã desta quarta-feira, 20 de novembro, na cidade de Assomada, concelho de Santa Catarina de Santiago, do corpo do agente da Polícia Nacional, José Luís Correia, a Polícia Judiciária informa que diligências preliminares feitas no local não apontam no sentido de uso de qualquer arma de fogo ou arma branca», revela.

Com isso, se se vier confirmar ser um caso de homicídio - sangue foi encontrado no local - podem ficar em aberto, segundo observadores atentos, o eventual uso de pau, pedrada, veneno, entre outras hipóteses, como possíveis armas ou produtos utilizados no suposto crime.

Já o Comandante Regional da PN em Santiago Norte suspeita que o agente poderá ter morrido por causas naturais.“Há forte hipótese de a morte do nosso colega ser de causas naturais. Todavia, aguardamos o resultado da autópsia”, disse, em conferência de imprensa, esta tarde em Assomada, Estêvão Tavares Vaz, citado pela Inforpress.

Segundo o comunicado da Judiciaria que vimos citando, o caso segue sob investigação, pelo que a Polícia Judiciária promete atualizar informações, logo que possível, principalmente sobre as causas da morte, que serão conhecidas, após a realização da autopsia, que deverá ocorrer esta quinta-feira, 21.

Ativista social e árbitro internacional

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Segundo fontes deste jornal, Correia,42 anos, era natural do Concelho de São Lourenço dos Órgãos, mas residia em Santa Catarina há vários anos. Foi uma figura muita conhecida em Cabo Verde, por causa da sua actividade social. Era professor de Karaté – 4º Dan, da Federação mundial de Karaté, além de árbitro internacional de kata e kumite. Ficou registado de ter sido também um dos mentores da criação das estruturas cabo-verdianas de karaté e diretor técnico nacional da modalidade.

É de salientar que, em menos de um mês, este é o segundo agente da Policia Nacional que morreu em Santiago. O primeiro foi Hamilton Morais, que foi encontrado morto a tiro, na zona de Tira Chapéu, Praia, no passado dia 29 de Outubro- está-se ainda por desvendar o(s) autor(es) deste crime que abalou Cabo Verde.

Este caso, acompanhado de vários assaltos à mão armada registados, nos últimos meses na Praia, obrigou o Governo de Ulisses Correia e Silva a reunir-se com as principais forças de segurança e entidades afins do sector no pais e a avançar com 14 novas medidas - são sobretudo legislativas -, para repor a segurança e a tranquilidade pública na Capital. A embaixada dos EUA, na Praia, chegou a emitir uma alerta neste sentido.

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