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Tensão no IMAR: Trabalhadores ameaçam invadir o Gabinete do Presidente por incapacidade em resolver as suas reivindicações 16 Novembro 2021

A situação no seio do Instituto do Mar (IMAR), com sede na cidade do Mindelo, é de tensão, revolta, desânimo e desmotivação, segundo denunciam trabalhadores da mesma instituição. Em causa estão as várias reivindicações pendentes e o atraso na publicação da polémica lista de transição do pessoal. O coletivo ameaça invadir o Gabinete do Presidente do Conselho da Administração (CA), caso este não agilize a resolução dos problemas referidos.

 Tensão no IMAR: Trabalhadores ameaçam invadir o Gabinete do Presidente por incapacidade em resolver as suas reivindicações

Em nota remetida este jornal, o pessoal contesta que o Conselho Directivo da instituto (sucessor do ex-Instituto Nacional de Desenvolvimento das Pescas (INDP) -, continua “brincando” com os direitos adquiridos dos trabalhadores, desrespeitando a sentença do Supremo Tribunal de Justiça, que decidiu favoravelmente, ao processo interposto relativo ao pagamento das diuturnidades.

Segundo a mesma fonte, o PCCS continua em “banho-maria”, visto que em agosto passado o presidente do IMAR e os seus dois administradores garantiram aos trabalhadores que nos princípios de setembro passado iriam divulgar a Lista de transição. Mas somente agora, 10 de Novembro, iniciaram as entrevistas com os trabalhadores, com o intuito de lhes informar a categoria que lhes cabe no IMAR.

A fazer fé no comunicado remetido ao Asemanaonline, praticamente todos os trabalhadores estão revoltados e já escreveram cartas de reclamação ao Conselho Directivo do IMAR, devido ao enquadramento feito que não leva em conta o tempo de serviço prestado.

Como exemplo, o grupo referido de trabalhadores aponta que um condutor com 25 anos de serviço foi enquadrado na mesma categoria que um outro condutor, que começa a trabalhar no IMAR (início). “O mesmo tem acontecido com outras categorias, ou seja, segundo os colegas trabalhadores, o tempo de serviço prestado não tem qualquer valor para a Direcção do IMAR”, diz o comunicado.

A situação é de revolta e tensão no seio dos trabalhadores, que estão decididos a lutar por outros meios até conseguirem resolver as pendências (PCCS, Lista correcta de transição para o IMAR, tendo em conta o tempo de serviço de cada trabalhador e o pagamento das Diuturnidades conforme a Sentença do Supremo Tribunal de Justiça). Perante esta situação, os trabalhadores solicitam o apoio e a intervenção do Sindicato (SINTAP), que os representa.

Silêncio do CA e ânimos exaltados

Com os ânimos exaltados, na semana passada os trabalhadores estavam decididos a invadir o Gabinete do presidente do IMAR para pedir explicações, porque o presidente do IMAR nega “redondamente” dialogar com os trabalhadores, visando a resolução das pendências, nomeadamente o pagamento das diuturnidades ao abrigo de uma verba disponível no Orçamento de 2021, colocado especialmente para esse fim.

“Se o silêncio se mantiver, será considerado um desrespeito e um “abuso das grandes”. Aí outras formas de luta serão postas em ação, nomeadamente encontro com o Ministro do Mar, Greve, manifestação e por último, invasão ao Gabinete do Presidente do IMAR - psicólogo de profissão, para que ele entenda, de uma vez por todas, que os trabalhadores não são bonecos e que deve respeitar a sentença do Supremo Tribunal da Justiça. Aliás, tudo leva a crer que o Presidente e os seus dois Administradores Executivos não acreditam e nem valorizam a Justiça do nosso País, como alguns vem dizendo por todo o lado. “É a NÃO JUSTIÇA) ”, anuncia no documento, sublinhando que os trabalhadores não entendem a “intransigência” do Conselho Diretivo do IMAR em não dialogar com os mesmos.

Ainda segundo a mesma fonte, com 14 meses de mandato, os três Chefes do IMAR - ex. INDP - ainda nada fizeram de novo e nem se preocupem em resolver as pendências dos trabalhadores, porque mensalmente, tem garantido para eles os respetivos Salários altos (240 e 217 contos) e ainda subsídios de 20 contos para cada um, enquanto os trabalhadores se encontram sufocados com o custo de vida.

“O mais caricato disso tudo é que os dois Administradores Executivos, no tempo da outra senhora, faziam parte da Comissão de Trabalhadores que reivindicavam o pagamento das diuturnidades e os dois davam “VOZ” em prol dos direitos adquiridos e agora, com tais salários e subsídios, têm um comportamento que provoca revolta e dá nojo a qualquer um, fazendo “finca-pé” no cumprimento da Sentença do Supremo Tribunal de Justiça, apesar da verba disponível.

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