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Crise Nissan-Renault: Ghosn faz revelações após fuga do Japão com malão e máscara 08 Janeiro 2020

Começou a dissipar-se o mistério em volta da fuga do todo poderoso patrão do consórcio que vendeu mais carros em 2018 que todos os demais juntos. Entre a sua residência vigiada pela polícia japonesa e a residência refúgio em Beirute, bem guardada, contou com dois americanos, um malão (foto) com discretos respiradouros e uma máscara cirúrgica.

Crise Nissan-Renault: Ghosn faz revelações após fuga do Japão com malão e  máscara

Mais revelações vêm aí: Carlos Ghosn prometeu dizer na conferência de imprensa marcada para a quarta-feira, 8, os nomes dos que conspiraram para a sua prisão, a começar por "dirigentes do governo japonês".

Entretanto as autoridades japonesas já emitiram dois mandados de captura internacional visando Carlos e Carole Ghosn. Ela, por suspeita de ter colaborado no encobrimento dos crimes do marido e por mentir às autoridades.

Carlos Ghosn, herói nacional japonês pelas proezas na gestão da Nissan, foi preso pela primeira vez em novembro de 2018. Segundo a agência de notícias nipónica Kyodo, Ghosn foi acusado de ocultar remunerações no valor de 44 milhões de euros, nos últimos cinco anos (antes da sua primeira detenção, em novembro de 2018). Foi libertado em fevereiro, mas voltou a ser preso.

Da última vez, saiu sob fiança de um bilião e meio de ienes ($13,8 milhões de dólares) — valor que agora entra para os cofres do estado japonês.

A fuga espectacular

As câmaras de videovigilância omnipresentes em Tóquio mostram Carlos Ghosn a sair de casa às duas da tarde. No rosto, uma máscara muito comum na poluída capital japonesa.

Menos de um quilómetro à frente, entrou no hotel. Tudo ficou gravado sem levantar suspeitas, em plena quadra de Ano Novo, a festa mais importante no país, diz o Japan Times.

Dois hóspedes do hotel saem uma hora depois. Duas volumosas malas, o habitual. Viajam quinhentos quilómetros até ao aeroporto de Osaka onde têm à sua espera o avião em que o fugitivo voa para a liberdade.

O outrora superpresidente da Nissan-Renault-Mitsubishi teve tempo para delinear a sua fuga. O timing certo, que foi tentar a fuga apenas depois de provar que não o faria. O contrato com os dois peritos em segurança, que trabalharam para governos, operando nas duas margens, a da legalidade e o seu oposto. O avião fretado em Istanbul e pago em Dubai. Fontes referidas.

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