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Crise Política em Portugal: Rio recua: "Ou o PS vota condicionantes que o PSD sempre defendeu, ou PSD vota contra" 06 Maio 2019

Sem nunca admitir o recuo, o presidente do PSD tentou dar dois passos à frente: desafiou o PS a aprovar em plenário a sua proposta - que terá um travão financeiro -, e garantiu que se ela não for para a frente, ficará inscrita no seu programa de Governo.

Crise Política em Portugal: Rio recua:

Tal como o CDS, o PSD vem agora dizer que, ou o PS vota a favor do travão financeiro que estava na proposta original dos social-democratas, ou estes votarão contra a proposta de devolução do tempo integral de carreira dos professores, em plenário. Segundo a TSF, Rui Rio não se fica por aqui. Se o PS não tiver este "voto de responsabilidade", a proposta de devolução subordinada ao crescimento económico do país integrará o programa de Governo com que o PSD se apresentará a eleições.

Mais de 48 horas depois da declaração em que o primeiro-ministro anunciou ao país que o Governo se demite caso a proposta - tal como foi aprovada em comissão, por todos os partidos à exceção do PS - seja aprovada na votação final em plenário, o presidente do PSD reagiu, finalmente, ao final da tarde, num hotel do Porto - e depois de este sábado se ter mantido em silêncio, depois de cancelar a sua agenda pública.

Rui Rio começou por acusar o primeiro-ministro de ter lançado um "golpe palaciano" ao criar uma crise política "artificial" com base "num documento que ainda não estava fechado" - referindo-se à proposta aprovada em sede de comissão, na passada quinta-feira.

Segundo a mesma fonte, o líder social-democrata frisou que António Costa quis "perturbar a campanha para as europeias porque tem a plena consciência que está a correr mal ao seu partido", criando um número de "ilusionismo eleitoral".

Rio não poupou nas críticas ao Governo: atirou-se a António Costa, acusando o chefe do executivo de "vitimização" e de criar "um papão de orgia orçamental": Uma "mentira com pés de barro", já que, segundo o presidente do PSD, o partido teve sempre como pano de fundo à devolução do tempo de carreira dos professores a indexação a outros fatores, que funcionariam como travão a um crescimento inesperado e desajustado desta despesa.

Rui Rio sublinhou que o partido só votará favoravelmente a proposta final, se esta salvaguardar as condicionantes que os sociais-democratas sempre defenderam: o equilíbrio das contas públicas. "Para mim, isto é inegociável", garantiu.

"O travão financeiro, que a proposta do PSD contém para que seja evitado o papão da orgia orçamental com que o Governo hipocritamente acena, foi reprovado com os votos irresponsáveis dos deputados do PS [na quinta-feira]. Vamos propor no plenário a inclusão das propostas de salvaguarda que fizemos na comissão e que o PS incoerentemente rejeitou", afirmou.

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