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"Crise diplomática Marrocos-Espanha" ditou invasão de 8.000 migrantes, parte a nado de Marrocos até Ceuta, Espanha 19 Maio 2021

O primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez está debaixo de fogo esta terça-feira, por uma alegada "crise diplomática hispano-marroquina" que segundo a oposição de direita se tornou visível com a entrada "por motivo humanitário" do chefe da Frente Polisário, Brahim Ghali que está doente. A decisão do executivo de Madrid, segundo o PP, levou à represália de Rabat que permitiu o recorde de migrantes entrados em Ceuta na véspera.

Segundo os media espanhóis, o total de oito mil pessoas chegadas desde a madrugada e até à tarde é constituido por marroquinos — na maioria rapazes novos, mas também há famílias e crianças — e os guardas fronteiriços "nada fizeram para os deter".

Territórios espanhóis do norte de África, os enclaves de Ceuta e Melilla atraem os africanos em busca do eldorado europeu. Para já, parte do grupo deste domingo — que seriam "migrantes" ansiosos por se tornarem imigrantes — foi acolhido num centro que as autoridades espanholas instalaram na passagem entre os dois continentes.

Outros, pelo menos quatro mil pessoas, foram devolvidas a Marrocos.

Os relatos desta terça-feira sobre um total de oito mil atravessantes atualizam os números dados nas primeiras notícias de ontem (segunda-feira, 17) segundo as quais cerca de uma centena e meia de pessoas fizeram a travessia durante a noite, vindos da costa de Benzu ao norte de Ceuta e outros por Tarajal ao sul.

O recorde diário de atravessantes, agora atingido, pode ser um sinal de que o número de prospetivos imigrantes vai aumentar, segundo as autoridades espanholas da fronteira ouvidas pela imprensa.


Governo espanhol no centro da crise migratória

Segundo o El Mundo e o ABC, diários madrilenos, a oposição está a aproveitar esta entrada inédita de "migrantes" em território espanhol para fustigar o governo e pedir a demissão do ministro da Administração Interna.

O PP-Partido Popular lembra que recai sobre o MAI, Fernando Grande-Marlaska, a inteira responsabilidade por esta que é a represália marroquina contra a decisão do governo de Pedro Sánchez de admitir a entrada "por motivo humanitário" do chefe da Frente Polisário, Brahim Ghali, que deu entrada num hospital de Logroño, no norte de Espanha.

A decisão dividiu o governo espanhol com o ministro da Administração Interna, Fernando Grande-Marlaska, a opor-se à medida proposta pela ministra dos Negócios Estrangeiros, Arancha González Laya, e aprovada pelo chefe do executivo.

Contudo a MNE nega que haja qualquer represália marroquina e menospreza a necessidade de uma reunião de emergência marroquino-espanhola na frente diplomática.

Subsaarianos em Melilla

Enquanto os marroquinos nadavam até à exaustão (foto central da mulher numa bóia) para chegar ao território da União Europeia, Ceuta), a uns 400 quilómetros a leste em Melilla chegavam 86 migrantes — dum total de mais de 300, segundo as autoridades espanholas — originários da África subsaariana.

Melilla é uma cidade autónoma espanhola situada no norte de África, na costa do mar Mediterrâneo. Encravada na região do Rif, Melilla tem cerca de 90 mil habitantes, tal como Ceuta.

Fontes: BBC/La Vanguardia/Yabiladi/Referidas. Fotos (AFP): O primeiro marroquino ajoelhou em solo espanhol. O MAI de Espanha, Fernando Grande-Marlaska. Marroquinos em busca do eldorado europeu.

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