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Reino Unido: Bo Jo perde Cummings "o cérebro" e pode abrir Brexit II 17 Novembro 2020

Na segunda-feira, 16, anuncia-se que o primeiro-ministro vai cumprir 14 dias de quarentena, depois de uma reunião de parlamentares no domingo em que um deles testou positivo à Covid. Três dias antes, o seu principal conselheiro Dominic Cummings, tido como o arquiteto da vitória eleitoral do atual ocupante de Downing Street e do Brexit, deixou o cargo.

Reino Unido: Bo Jo perde Cummings

Na sexta-feira, 13, dá-se a brusca antecipação da partida agendada para dezembro, mas pedida desde há seis meses quando Cummings viajou mais de 400 quilómetros durante o estado de emergência.

Em maio, o primeiro-ministro defendeu o seu braço-direito contra todos — sete partidos da oposição, membros do partido da situação, eleitores — que pediam a sua demissão. Na altura em que o Reino Unido, com mais de 39 mil óbitos, era o país europeu com mais mortes causadas pela doença do coronavírus, o conselheiro Cummings «violou as regras de ’Fique em casa’» , ao deslocar-se à casa dos pais "em busca de apoio" para cuidar do filho de quatro anos após a esposa adoecer de Covid-19.

"A minha opinião é que ele seguiu as instruções" do SNS relativas à pandemia, disse o chefe do governo. Na mesma linha de Cummings que defendeu ter agido de acordo com a "situação excecional", como previsto nas instruções que permitiriam adaptar as normas "quando se trata de crianças pequenas".

A resistência de Johnson em demitir Cummings explicava-se, segundo a BBC, pelo facto de que o conselheiro é o "ideólogo do regime": o programa do governo atual repousa sobre as ideias que ele vem construindo ao longo dos últimos vinte anos em que tem trabalhado com o partido conservador.

Fontes: BBC/L’Express/...Relacionado: Covid-19 no Reino Unido: Boris Johnson apoia Cummings que furou estado de emergência — "Todos errados, só 1 certo" causa 1ª baixa no governo, 28.mai.20; Fotos:(Reuters) Cummings deixa governo na 6ªfª, 13. (AFP) O caso Cummings: graffiti no supermercado onde o braço-direito de Boris Johnson faz compras. Apoio a Dominic Cummings (foto Reuters) leva à primeira queda no governo: Douglas Ross (foto Reuters) demite-se por ser indefensável o "todos errados e só o conselheiro do governo está certo".

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