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Crise imigratória na Alemanha: Chanceler enfrenta críticos dentro e fora 20 Junho 2018

O ministro da administração interna, Horst Seehofer, da CSU, depois de uma semana tensa que ameaçou a coligação com a CDU de Merkel, aceitou adiar para o pós-cimeira da União Europeia, a 28 e 29 de julho, a decisão de impor novas medidas restritivas à imigração. Farpas retóricas vindas dos Estados Unidos: Donald Trump escolheu a ’chancelerina’ como o alvo na guerra de tarifas EUA-UE.

Crise imigratória na Alemanha: Chanceler enfrenta críticos dentro e fora

A retórica agressiva do presidente dos Estados Unidos, a tuìtar que os alemães estão contra a política imigratória da chanceler – “O crime na Alemanha aumenta. Grande erro por dar entrada a milhões de pessoas que mudaram tanto e tão violentamente a cultura deles” –, junta-se a outros sinais, como a sua escolha do novo embaixador em Berlim, Richard Grenell, conhecido defensor de uma diplomacia americana pró movimentos populistas na Europa, tudo a mostrar que Angela Merkel é o seu principal inimigo na União Europeia, como escrevem os ‘media’ alemães esta terça-feira, 19.

O crime na Alemanha aumentou, como a extrema-direita acusa exibindo os casos mediáticos de duas adolescentes mortas pelos namorados, um afegão e um iraquiano, que entraram no país graças à lei do asilo? As estatísticas negam essa propaganda anti-Merkel e que é retomada como toque de alarme nas declarações oficiais e oficiosas do presidente dos Estados Unidos. A redução da criminalidade foi de 10% , segundo os últimos dados, e é a taxa mais baixa desde 1992.

Chanceler defende integração

Os imigantes na Alemanha têm de fazer mais pela sua integração na sociedade alemã, incluindo aprender alemão, defende Angela Merkel.

Ela tem chamado a atenção para um novo paradigma na receção aos imigrantes, dadas as mudanças das últimas décadas. "Nos anos sessenta, a Alemanha chamava os estrangeiros para trabalhar no país. Agora chegam para viver aqui". Essa constatação deve ter consequências sobre a integração desses recém-chegados, que têm de conhecer a língua e a cultura do país.

Fontes: DW.de/Der Spiegel/ Le Monde/BBC. Foto: Merkel fragilizada com política de imigração que facilita entrada de famílias de refugiados.

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