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Crise na Guiné-Bissau: De regresso de Abuja - PR cessante disse estar disponível ao diálogo com atores políticos 30 Junho 2019

O Presidente da República cessante, José Mário Vaz, mostrou-se, este sábado, 29 de junho de 2019, disponível ao diálogo com os atores políticos para encontrar soluções sobre quaisquer problemas. Acrescentou neste particular que não se pode continuar a “exibir má imagem” do país no exterior.

Crise na Guiné-Bissau: De regresso de Abuja - PR cessante disse estar disponível ao diálogo com atores políticos

Segundo o jornal O Democrata, Mário Vaz falava aos jornalistas no aeroporto internacional Osvaldo Vieira, depois da sua chegada da 55a Conferência dos Chefes de Estado e do Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) que decorreu em Abuja, capital da Nigéria, que visava debruçar, entre outros assuntos, sobre a questão do terrorismo e das crises políticas em alguns países da sub-região, em particular a crise pôs-eleitoral na Guiné-Bissau, que se agudizou com o fim do mandato do Presidente José Mário Vaz, a 23 de junho.

Em declarações aos jornalistas, o Presidente da República cessante explicou que os seus pares (Chefes do Estado da sub-região) decidiram, na conferência, que, mesmo com o fim do seu mandato, continuaria no poder até à realização das eleições presidenciais agendadas para o dia 24 de Novembro do ano em curso.

“O que saiu dali de novo foi apenas o reafirmar do decreto. A Constituição diz que os poderes do Presidente da República ficam reduzidos a partir do dia 23 de junho, com o fim do mandato. Porque não podiamos discutir internamente esta solução!?”, Questionou o José Mário Vaz.

Segundo a mesma fonta, JOMAV assegurou que o único que ficou mais afetado é o Procurador-Geral da República, porque “com o fim do mandato do Presidente da República, cessam consequentemente as funções do Procurador-Geral da República. Por isso, recomendou-se que o Presidente deve apresentar três nomes ao Primeiro-ministro para escolher um para exercer o cargo do Procurador-Geral da República”.

Informou ainda que os Chefes do Estado escolheram o Presidente do Níger, Mahamadou Issoufou, para assumir a Presidência da Conferência dos Chefes do Estado e do Governo da CEDEAO. Aproveitou a ocasião para demonstrar a sua disponibilidade para dialogar com os atores políticos no sentido de se encontrar soluções para os problemas do país.

“Não precisávamos levar os nossos problemas para fora, porque não há um único país do mundo que não tenha os seus. Mas ninguém sai para falar mal do seu próprio país e mal dos seus dirigentes. Nunca vi um dirigente do país da sub-região ou de outro lado vir a Guiné para pedir a mediação do Presidente da República da Guiné-Bissau. Nunca! Em vez de sentarmo-nos no nosso país e discutirmos como irmãos a fim de encontrarmos soluções aos o nossos problemas, prefirimos levá-los às outras pessoas. Isso coloca-nos mal e perdemos respeito perante outras pessoas”, lamentou.

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