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Crise na Venezuela sob mediação da Noruega — 1ª reunião de rivais em Oslo 27 Maio 2019

Oslo é o palco onde na próxima semana se vão encontrar pela primeira vez os delegados de Maduro e Guaidó, segundo anunciou o líder da oposição este sábado, 25, em Caracas e depois o ministro dos Negócios Estrangeiros Bruno Rodriguez. Dois anos após a foto que o mundo considera representar a crise na Venezuela, a esperança está toda depositada na mediação norueguesa que começou na semana finda com cada uma das partes em separado, e prossegue com o primeiro tête-à-tête dos rivais.

Crise na Venezuela sob mediação da Noruega — 1ª reunião de rivais em Oslo

A ministra norueguesa dos Negócios Estrangeiros, Ine Eriksen Soreide, disse em conferência de imprensa que "a Noruega aprecia este passo que ambos os lados decidiram dar". E mais não disse.

Mas sabe-se que, há pelo menos um ano, a Noruega, através do seu ’Centro de Resolução de Conflitos’, tem estado a trabalhar para fazer na Venezuela o que fez na Colômbia.

A Noruega foi eficaz mediadora do conflito que opunha o governo colombiano e a guerrilha. Há sete anos, o país escandinavo foi anfitrião do primeiro encontro entre o governo e as FARC, donde havia de sair a resolução do conflito, com o desmantelamento da guerrilha e a sua legalização em partido político.
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Fontes: EFE/Le Figaro/DW.de.

Foto: Tornou-se mais um símbolo da crise na Venezuela, o universitário venezuelano José Victor Salazar Balza que, durante uma manifestação anti-Maduro, foi atingido e ficou em chamas. Há um ano escrevíamos: "Pergunta que ninguém fez sobre rapaz da foto premiada com maior galardão de 2018". Isso foi em abril de 2018, este mês soubemos que sobreviveu à explosão o José Víctor, como relatou recentemente à AFP, Carmen, a irmã, já que o ex-estudante recusa dar entrevistas. Com 70 por cento de queimaduras, José Víctor “teve de submeter-se a quarenta e duas operações de reposição da pele”. “O tratamento foi longo, extremamente doloroso, ele pedia para morrer... mas hoje as suas feridas estão quase cicatrizadas”, disse Carmen. A foto mereceu ao também venezuelano Ronaldo Schemidt o "2018 World Press Photo of the Year Award".

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