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Crise secessionista catalã no Reino de Espanha: Juiz recusa decisão da justiça alemã e desiste da extradição de Carles Puigdemont 20 Julho 2018

O ex-presidente catalão, há mais de três meses em liberdade condicional na Alemanha, já pode circular na Europa — o juiz desistiu do mandado Europol para o extraditar —, mas se puser os pés no Reino de Espanha será de imediato detido. O mesmo se aplica aos demais cinco membros do seu governo que em outubro o acompanharam no exílio e estão na Bélgica.

Crise secessionista catalã no Reino de Espanha: Juiz recusa decisão da justiça alemã e desiste  da extradição de Carles Puigdemont

"A justiça da Alemanha desconsiderou certos factos suscetíveis de afetar a ordem constitucional espanhola", lamentou o magistrado Pablo Llarena ao anunciar esta quarta-feira, 18, que a Justiça espanhola desiste do mandado europeu para serem extraditados os seis membros da Generalitat, além de Puigdemont, Antonio Comin, Luis Puig, Meritxell Serret, Clara Ponsatí e Marta Rovira, refugiados na Bélgica.

Através do "Europol", a justiça espanhola tinha obtido em março uma vitória: Carles Puigdemont foi detido na Alemanha, no regresso de uma conferência em Copenhaga — onde a polícia dinamarquesa manobrara para não cumprir o mandado Europol.

O governo de Madrid entretanto mudou de mãos, muito por culpa da crise catalã. O governo socialista de Pedro Sánchez abriu-se ao "diálogo com a Região Autónoma da Catalunha, encerrado por Rajoy durante sete anos".

Foi neste novo panorama que, na última quinta-feira, 12, a decisão do Supremo alemão — que entende dever Puigdemont ser apenas julgado por má gestão (desvio de dinheiro público) — veio mostrar que a crise secessionista catalã no Reino de Espanha é bem capaz de, em detrimento dum estritamente judicial, vir a ter um "desfecho político". Foi isso que em outubro propusera o então líder do PSOE.

Uma semana depois de receber a decisão da Justiça alemã, a Justiça espanhola comunicou que não abre mão da acusação de "crime de rebelião/sedição" contra o ex-presidente e membros do seu governo. Por isso, desiste do pedido de extradição de Puigdemont e outros.

Fontes: RFI/BBC/ DW.de/ foto (Reuters): Perto de um milhar de pessoas manifestaram-se sábado, 14/7 em Barcelona a pedir a liberdade para os separatistas catalães, os seis exilados e os oito conselheiros (ministros regionais), entre os quais o vice-presidente, Oriol Junqueras, assim como dois líderes de associações cívicas separatistas, detidos desde outubro nas cadeias de Espanha.

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