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Cuba anuncia sucesso no tratamento da Covid-19 com 2 fármacos 27 Maio 2020

As autoridades da Saúde de Cuba anunciaram esta segunda-feira, 25, que a introdução desde abril de dois fármacos anti-inflamatórios resultou na redução do número de óbitos pela doença do coronavírus no país. Nos últimos dez dias só se registaram duas mortes entre os 1.947 casos no país caribenho.

Cuba anuncia sucesso no tratamento da Covid-19 com 2 fármacos

A rápida subida do número de óbitos, que chegara aos 80 ao longo do mês transato, foi travada e hoje Cuba regista apenas duas mortes em dez dias, congratulam-se as autoridades citadas pela agência internacional Reuters.

A súbita descida no número de óbitos deve-se à administração de dois anti-inflamatórios produzidos no país insular — um dos quais o "monoclonal anticorpo Itolizumab" — a mais de duzentos doentes em situação crítica. O tratamento começou em abril e um mês depois as conclusões são otimistas sobre o potencial de cura dos dois fármacos.

O governo espera agora aumentar as exportações cubanas do setor biofarmacêutico, baseado em especial no anticorpo monoclonal Itolizumab, que reduz os estados hiperinflamatórios, e num peptídeo que está a ser testado nas situações mais severas de reumatismo e artrites.

Enquanto a nível mundial “perto de 80 por cento dos pacientes em situação crítica morrem", em Cuba o uso destes fármacos em 80 por cento dos pacientes em situação crítica tem estado a salvar vidas", disse o presidente Miguel Diaz-Canel na sexta, 22, na televisão nacional.

Fatores de menor letalidade

Os resultados apresentados por Cuba têm sido recebidos com alguma cautela pela comunidade científica internacional. Os cientistas chamam a atenção para o facto de que os resultados têm de ser validados. Nomeadamente através de estudos em larga escala que incluam os placebos de controlo.

Mas a taxa de 4,2% em óbitos registada em Cuba é eloquente diante da média regional de 5,9% e global de 6,6%, destacam as autoridades cubanas.

Uma vitória que Cuba atribui a diversos fatores, desde as medidas impostas em março para conter a propagação do vírus — seguimento de contactos, isolamento social, com fecho de escolas e serviços públicos, uso obrigatório de máscaras... —, até ao sistema de Saúde, com "acesso universal e pessoal bem formado".

Fontes: Reuters/ Granma/Worldometers. Foto (Elorbenews): Filas omnipresentes, agora com máscaras obrigatórias.

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