A rápida subida do número de óbitos, que chegara aos 80 ao longo do mês transato, foi travada e hoje Cuba regista apenas duas mortes em dez dias, congratulam-se as autoridades citadas pela agência internacional Reuters.
A súbita descida no número de óbitos deve-se à administração de dois anti-inflamatórios produzidos no país insular — um dos quais o "monoclonal anticorpo Itolizumab" — a mais de duzentos doentes em situação crítica. O tratamento começou em abril e um mês depois as conclusões são otimistas sobre o potencial de cura dos dois fármacos.
O governo espera agora aumentar as exportações cubanas do setor biofarmacêutico, baseado em especial no anticorpo monoclonal Itolizumab, que reduz os estados hiperinflamatórios, e num peptídeo que está a ser testado nas situações mais severas de reumatismo e artrites.
Enquanto a nível mundial “perto de 80 por cento dos pacientes em situação crítica morrem", em Cuba o uso destes fármacos em 80 por cento dos pacientes em situação crítica tem estado a salvar vidas", disse o presidente Miguel Diaz-Canel na sexta, 22, na televisão nacional.
Fatores de menor letalidade
Os resultados apresentados por Cuba têm sido recebidos com alguma cautela pela comunidade científica internacional. Os cientistas chamam a atenção para o facto de que os resultados têm de ser validados. Nomeadamente através de estudos em larga escala que incluam os placebos de controlo.
Mas a taxa de 4,2% em óbitos registada em Cuba é eloquente diante da média regional de 5,9% e global de 6,6%, destacam as autoridades cubanas.
Uma vitória que Cuba atribui a diversos fatores, desde as medidas impostas em março para conter a propagação do vírus — seguimento de contactos, isolamento social, com fecho de escolas e serviços públicos, uso obrigatório de máscaras... —, até ao sistema de Saúde, com "acesso universal e pessoal bem formado".
Fontes: Reuters/ Granma/Worldometers. Foto (Elorbenews): Filas omnipresentes, agora com máscaras obrigatórias.
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