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Curtis matou namorada do dono à dentada 04 Novembro 2020

Elisa Pilarski, de 29 anos, foi encontrada morta na floresta de Aisne, Soisson, a 90 km de Paris, a 16.11.19. As suspeitas recaíram de imediato sobre os cães da sociedade de caça canina mais próxima. Onze meses depois, as provas inocentaram os perdigueiros suspeitos e apontaram que o pitbull do namorado da vítima foi o assassino.

Curtis matou namorada do dono à dentada

Onze meses e meio depois da trágica morte da jovem Elisa Pilarski, os testes de ADN provaram definitivamente que foi Curtis o assassino e não os cães de caça suspeitos, disse em comunicado o tribunal de Soisson, a nordeste de Paris.

Segundo o relatório de dois médicos-veterinários concluído no dia 31, quase um ano depois da morte da jovem grávida de seis meses, as mordeduras encontradas no corpo da vítima correspondiam aos dentes e maxilar do cão Curtis, pertencente a Christophe Ellul, o namorado de Elisa.

Também os resultados dos testes sobre os mais de 60 cães de caça suspeitos provam a inocência dos perdigueiros, dado o facto de que nenhum indício foi encontrado no corpo da vítima.

Mas os testes indicaram que havia sim o ADN de Curtis, encontrado "em diferentes pontos" ao nível do couro cabeludo, sob um dos dedos e ainda na roupa da vítima.

"Neste estádio da instrução, as perícias são conclusivas: demonstram a implicação exclusiva do cão Curtis nas mordeduras que causaram a morte da Sra. Pilarski, sem que nenhum outro elemento permita pôr em causa os cães pertencentes à sociedade de caça canina", escreveu o procurador da República de Soisson.

O comunicado do tribunal sublinha que o cão Curtis — um Pitbull Terrier americano criado nos Países-Baixos — "entrara ilegalmente em França e fora treinado para morder". Esse tipo de treino é proibido em França e "pode constituir uma forma de maus-tratos punível por lei".

"Aliás, é de natureza a abolir toda a capacidade de controlo ou discernimento e conduz a um comportamento sem discriminação relativa ao objeto ou à pessoa mordida", lê-se no acórdão.

200 mil euros de testes ADN aos cães suspeitos

Foi divulgado em fevereiro o preço que a justiça teria de pagar pelos testes ADN aos perdigueiros suspeitos. O laboratório pediu duzentos mil euros por 350 testes conduzidos por 20 técnicos durante dois meses.

Entre prémio Unesco e condenação

A atividade venatória (de caça com cães) outrora praticada pelas classes altas da Europa, hoje tem vindo a suscitar o crescente repúdio de grupas ativistas espalhados pelos países mais desenvolvidos.

Essa controvérsia não impediu contudo que em 2015, a Unesco atribuísse o estatuto de património mundial à "região entre a Zelândia e a Dinamarca, pela importância da caça com cães".

Fontes: Le Figaro/www.whc.unesco.org. Foto(AFP): Os testes de ADN inocentaram os mais prováveis suspeitos.

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