LUSOFONIA

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Angola: DCIAP de Portugal entrega nomes de angolanos com bens em Portugal — Tchizé dos Santos fala em perseguição política 27 Abril 2021

O nome desta filha do ex-presidente angolano José Eduardo dos Santos consta de uma lista entregue pelo DCIAP-Departamento Central de Investigação e Ação Penal de Portugal às autoridades angolanas, com indicação de bens pertencentes a cidadãos angolanos em Portugal e que estão a ser investigados por Luanda.

Angola: DCIAP de Portugal entrega nomes de angolanos com bens em Portugal — Tchizé dos Santos fala em perseguição política

A lista existe, segundo uma fonte ligada ao processo confirmou à agência Lusa. É um relatório pormenorizado, com saldos bancários, imóveis e transações bolsistas, em cumprimento de uma carta rogatória que a PGR de Angola entregou há um ano.

A lista contém "dezenas de nomes, entre os quais a irmã de Tchizé dos Santos, Isabel dos Santos, que está a ser investigada pela justiça angolana e que tem vários bens em Portugal, incluindo participações direitas ou indiretas em empresas".

Outros nomes dessa lista são: o general Leopoldino "Dino" Fragoso do Nascimento, como alegado testa de ferro de Isabel dos Santos (ver infra), José Filomeno dos Santos – outro filho do antigo presidente -, Manuel Hélder Vieira Dias (‘Kopelipa’) ou João Maria de Sousa.

Recorde-se que, em finais de 2019, a Polícia Judiciária de Portugal travou uma transferência de Isabel dos Santos para a Rússia a partir de uma conta do general Dino no BCP (Angola-Portugal: PJ em Lisboa impede transferência de 10 ME de Isabel dos Santos para Rússia, 31.dez.019).

Perseguida

Em comunicado à imprensa em Portugal, onde reside e é casada com um cidadão português, a empresária angolana e ex-deputada do MPLA acusou hoje (segunda-feira, 26) o chefe de Estado, João Lourenço, de a perseguir. "Já sabemos que o Presidente João Lourenço tem uma campanha de perseguição contra a minha pessoa".

Visada em notícias que circulam desde a semana passada após a PGR de Portugal aceder ao pedido de colaboração da homóloga angolana, a segunda filha de José Eduardo dos Santos afirma a sua inocência com a expressão: "Quem não deve não teme" e sobre os seus negócios lembra que "há livre iniciativa e ainda não está proibido aos empresários investir fora do país".

A empresária afirma [n]ão est[ar] preocupada" com a alegada perseguição, e desafia mesmo "o Presidente João Lourenço, se quiser persegui[-la] até à Cochinchina, que persiga". Mas afirma-se preocupada pelo facto de que — mesmo se "cada país pode pedir a lista de bens que quiser" — "esta perseguição está a sair cara" ao Estado angolano.


"Sempre fui empreendedora"

Welwitschea dos Santos recusa qualquer favor político na construção do seu império financeiro, baseado no setor bancário e dos media.

"Sempre fui empreendedora, fundei dois bancos em Angola. Graças a Deus não foi com dinheiros públicos", explicou, dizendo confiar na justiça.

Fontes: Referidas. Foto de Welwitschea dos Santos e do marido português.

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade


  • Mediateca
    Cap-vert

    Uhau

    Uhau

    blogs

    Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project