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DN do MpD reúne-se : Candidato Orlando Dias apela aos dirigentes que «rejeitem um Regulamento Eleitoral espúrio e ilegal e não sejam cúmplices de uma vigarice antidemocrática» 03 Dezembro 2022

A Direção Nacional (DN) do MpD encontra-se reunida para, de entre outros pontos da agenda, analisar a situação política nacional e a vida interna do partido, com destaque para a revisão do Regulamento Eleitoral (RE) no âmbito da preparação da Convenção Nacional ordinária prevista para o primeiro trimestre de 2023. Orlando Dias, candidato alternativo à liderança de Ulisses Correia e Silva, apela aos dirigentes «que rejeitem um Regulamento Eleitoral espúrio e ilegal e não sejam cúmplices de uma vigarice antidemocrática».

DN do MpD reúne-se : Candidato Orlando Dias apela aos dirigentes que «rejeitem um Regulamento Eleitoral espúrio e ilegal e não sejam cúmplices de uma vigarice antidemocrática»

Em comunicado remetido ao ASemanaonline, a candidatura de Orlando Dias contesta a proposta da revisão do Regulamento Eleitoral que vai ser submetida à apreciação da Direção Nacional do MpD que se encontra reunida a partir deste sábado, na Praia.

«Ao mesmo tempo que vem utilizando recursos do Estado e do Partido para promover o nosso adversário, a estrutura de direção pretende, agora, tentar fraudar a eleição para escolha do próximo Presidente do MpD, ferindo o princípio democrático de igualdade no tratamento das candidaturas, através da produção de um Regulamento Eleitoral à margem da Lei e dos Estatutos do Partido, que pretende aprovar na próxima reunião da Direção Nacional, a ter lugar neste sábado, 03 de dezembro. Habituado a ser candidato único e recorrendo à descarga de votos para dar a ideia de que dispõe de grande apoio dos militantes, Ulisses Correia e Silva, percebendo o nosso crescendo no terreno, pretende, pela via administrativa, criar dificuldades à Candidatura de Orlando Dias, viciando o jogo democrático e procurando tirar vantagens ilegítimas», alerta.

No que respeita ao Regulamento Interno, Orlando Dias assinala aquilo que considera ser duas escandalosas entorses antidemocráticos: «1. Afastar do processo eleitoral militantes que tenham aderido ao Partido há menos de um ano, o que viola o Código Eleitoral cabo-verdiano, que determina que os recenseados até 65 (sessenta e cinco) dias antes do ato eleitoral têm o direito de votar; 2. Determinar que as folhas de proponentes das candidaturas devam, antes mesmo de serem assinadas (num limite mínimo de 200 e máximo de 300) pelos militantes, firmar a chancela do presidente do GAPE (Gabinete de Apoio ao Processo Eleitora)l».

Em relação ao primeiro caso, a candidatura alternativa à liderança de Ulisses Correia e Silva adverte que a intenção é a de «afastar do processo eleitoral os militantes que aderiram ao Partido após o anúncio da Candidatura de Orlando Dias, que os responsáveis pela estrutura dirigente deduzem serem apoiantes do candidato».

No segundo caso, Orlando Dias diz tratar-se de uma determinação à medida de Ulisses Correia e Silva para obstaculizar a sua candidatura, «já que a estrutura dirigente sabe que temos vindo a recolher assinaturas de proponentes da candidatura, que neste momento se situam em mais de 2.000 militantes, no Arquipélago e na Diáspora».

Dias vai mais longe, ao considerar ser uma vergonha a proposta em causa, que visa favorecer a candidatura de Ulisses Correia e Silva. «Ademais, este Regulamento Eleitoral é produzido à margem de versões anteriores (quer para eleição do Presidente do Partido, quer para eleições concelhias), o que reforça a nossa convicção de que foi feito para favorecer Ulisses Correia e Silva. É uma vergonha

Segundo a mesma candidatura, para qualquer observador, é obvio que a liderança do MpD tem medo dos militantes e teme a possibilidade de Orlando Dias vir a ser o próximo líder do Partido. «E, por isso, à imagem de qualquer partido extremista e antidemocrático, procura criar todas as dificuldades possíveis à nossa candidatura», adverte.

«Os métodos utilizados pela liderança do MpD, ao mesmo tempo que violam os Estatutos do Partido e a Legislação da República de Cabo Verde (o que merecerá, da nossa parte, o recurso aos tribunais), estão em contramão ao património histórico e político do MpD original, o que deverá suscitar a indignação ativa da militância e da base de apoio do Partido (e que não hesitaremos em esclarecer e mobilizar)», acrescenta.

Diante de tudo isto, a candidatura de Orlando Dias apela aos dirigentes presentes na reunião da Direção Nacional para chumbarem a dita proposta da revisão do Regulamento Eleitoral interno. «Aos dirigentes que vão reunir neste sábado,3, apelamos a que rejeitem um Regulamento Eleitoral espúrio e ilegal, e não sejam cúmplices de uma vigarice antidemocrática».

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