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Debate parlamentar: Líder da oposição defende novas políticas de turismo para melhorar a vida dos cabo-verdianos 27 Junho 2019

O líder da oposição confrontou hoje o Primeiro-ministro, durante o debate parlamentar sobre o turismo, com a necessidade de se formular novas políticas alternativas focadas nas pessoas. Janira Hopffer Almada defendeu que o Turismo deve ser encarado como um meio para melhorar as condições de vida dos cabo-verdianos e não como um fim em si.

Debate parlamentar: Líder da oposição defende novas políticas de turismo para melhorar a vida dos cabo-verdianos

A presidente do PAICV defendeu que os objetivos do Governo e as políticas públicas para os alcançar deveriam ser orientados no sentido de se maximizar o impacto do turismo no bem-estar dos cabo-verdianos, isto numa perspectiva sustentável e inclusiva.

«Se queremos apostar seriamente no desenvolvimento do turismo, temos que enfrentar, com determinação, os desafios da diversificação da oferta, do aproveitamento das potencialidades de cada ilha, da potencialização de cada recanto do país, da inserção dos cabo-verdianos nesta cadeia de produção de valores e da projecção de outros sectores com efeitos directos na vida das pessoas», propõe JHA.

Para a chefe da oposição, temos o dever de pensar no “Hoje” e no “Amanhã”, perguntando se estamos a vencer o desafio da sustentabilidade no Turismo. «Não podemos nos esquecer que o nosso Turismo é caraterizado por diversas concentrações. Concentração na origem, no destino, nos operadores, nos transportadores e nos fornecedores de produtos. Mas, ainda mais importante do que constatar esse factor critico, é analisar, hoje, quais os impactos do Turismo na melhoria das condições de vida dos cabo-verdianos», destacou.

Janira Hopffer Almada questiona que Governo de Ulisses Correia e Silva vem agora dizer que a sua meta é chegar a 1 milhão de turistas até 2021 e esta meta sempre se revelou possível. Sublinhou, aliás, que esta meta já foi mais ambiciosa no governo do PAICV – 1 milhão e 200 mil turistas até 2021, quando o País estava a crescer a 1%.
«Mas o Governo não nos diz como pretende fazer isso, de forma sustentável e com impactos positivos na vida dos cabo-verdianos», fez questão de rebater a líder do maior partido da oposição.

Visão e infra-estruturas construídas

Na sua comunicação durante o debate com o PM, Janira Hopffer Almada fez questão de realçar que, para que o sol, o mar, as praias, o vulcão e as montanhas pudessem integrar os nossos postais, transformando-se num chamariz para milhares de turistas, foi preciso acreditar, ultrapassar dificuldades e vencer barreiras. Salientou que foi preciso construir uma Visão, definir uma Estratégia, Implementar medidas de política e avançar com as Infra-estruturas Gerais que o país precisava.

«E foi assim que foi construída uma rede de portos e aeroportos… mesmo quando outros questionavam esta opção, pondo em causa, por exemplo, a construção dos Aeroportos Internacionais da Boavista e de São Vicente ou apoucando a construção do Aeroporto Internacional da Praia. Foi assim que foram ampliados e modernizados os aeródromos de São Nicolau, do Maio e do Fogo, mesmo perante o desagrado da então Oposição na altura. Foi assim que foram construídos mais de 500 Km de estradas asfaltadas, mesmo perante vozes que diziam que as estradas não se comiam. E foi assim que se investiu fortemente em infra-estruturas para mais água e mais saneamento, através de dois MCA, mesmo perante a feroz campanha contra, feita por Deputados da então Oposição, que envidaram robustos esforços para que esses apoios não chegassem a Cabo Verde».

Para além das infra-estruturas gerais, JHA referiu que a governação anterior não esqueceu a aposta na produção de água e energia, e a capacitação dos recursos humanos, para que tivéssemos mais e melhores condições de formação, na perspetiva de qualificarmos a prestação dos serviços turísticos, e, consequentemente, o destino turístico Cabo Verde.

«Por isso, passamos de 88 estabelecimentos em 2000, para 233 em 2016 (triplicou).Passamos de 2.391 quartos, em 2000, para 11.000, em 2016 (cresceu 5 vezes).Passamos de 145.076 entradas em 2000, para 650.000, em 2016 (quadriplicou). Passamos de 684.733 dormidas, em 2000, para 4.000.000, em 2016 (cresceu 5 vezes)», exemplificou em termos de impactos da política desenvolvida a líder do maior partido da oposição.

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