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Delegada de Saúde da Praia satisfeita com o combate contra a malária 27 Janeiro 2018

A delegada de Saúde do Concelho da Praia, Ulardina Furtado, mostrou-se satisfeita, esta sexta-feira, 26, pela boa capacidade de organização e gestão da epidemia de malária na capital cabo-verdiana, mas ao mesmo tempo solicitou uma maior participação e envolvimento de outras entidades no combate à epidemia.

Delegada de Saúde da Praia satisfeita com o combate contra a malária

De acordo com esta responsável, os serviços de saúde da Capital do país tiveram uma “grande” capacidade de organização e gestão da epidemia, sem no entanto esquecer da necessidade de maior participação e envolvimento de outras entidades que não seja somente a Saúde.

Ulardina Furtado afirmou que, para além da população, a 3.ª Região Militar e a Câmara Municipal da Praia, como seus "grandes parceiros", contribuíram muito no combate à doenaça.

De referir que Cabo Verde registou no ano passado 447 casos de paludismo (malária), o maior número em quase 30 anos, sendo a maior parte ocorrida na Cidade da Praia, onde a doença foi declarada publicamente, pelas autoridades de saúde, como uma epidemia.

Do total de casos, foram registadas duas mortes, um cidadão estrangeiro que chegou doente a São Vicente, e um nacional, cuja doença foi detectada tardiamente na Praia.

Ulardina Furtado assegurou que no início deste novo ano, os casos têm surgido esporadicamente, “mas os serviços de saúde têm sido atento para salvaguardar a vida dos afectados. “Os nossos serviços de saúde têm feito um bom trabalho e acompanhamento no terreno para evitar que a doença se propague no seio das comunidades”, ressalta.

Recorde-se que, em Janeiro de 2017, Cabo Verde foi distinguido pela Aliança de Líderes Africanos contra a Malária (ALMA) com o prémio Excelência 2017, pelos resultados alcançados no combate à doença. “É o único país africano em fase de pré-eliminação e que projecta erradicar esta epidemia até 2020”.

De salientar que a malária é uma doença provocada por um parasita do género “Plasmodium”, que é transmitido aos seres humanos através da picada de uma fêmea do mosquito “Anopheles. Especialistas ligados à saúde garantem que ainda não existe qualquer vacina para a doença, embora a OMS tenha aprovado a realização de estudos piloto de uma investigação mais avançada.

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