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Depressão Tropical em Cabo Verde: Famílias de Rincão e Furna Acima transferidas após alerta da protecção civil 01 Setembro 2018

Famílias de Rincão (Baixo Lá) e de Furna Acima no concelho de Santa Catarina (ilha de Santiago) foram transferidas esta sexta-feira após alerta da passagem de depressão tropical pelo Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INMG).

Depressão Tropical em Cabo Verde: Famílias de Rincão e Furna Acima transferidas após alerta da protecção civil

A informação foi avançada à Inforpress pelo vereador da Segurança e Protecção Civil, Emanuel Carvalhal, assegurando que a edilidade vai garantir a segurança e todo o conforto das famílias até as próximas indicações do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB), que se encontra, igualmente, no terreno.

Conforme informou, na localidade de Rincão, em que um estudo feita pela autarquia e Protecção Civil considera Baixo Lá uma “zona de alto risco”, as cerca de 125 pessoas transferidas, sobretudo, idosos que ficaram em casas de familiares, sendo que os jovens resistiram, deve-se a subida do nível do mar, cujas casas ficam situadas à beira-mar e perto das rochas.

Entretanto, a mesma fonte avançou que uma equipa da edilidade e da Protecção Civil vai deslocar-se, este sábado, à localidade de Rincão para avaliar a situação, com o intuito de ver se há possibilidade de as famílias regressarem ainda hoje às suas casas.

Relativamente à localidade de Furna Acima, o responsável explicou que a transferência das 13 famílias (60 pessoas) que já estão alojadas na Escola Secundária Armando Napoleão Fernandes, em Achada Falcão, deveu-se ao “perigo eminente” de queda de uma rocha.

Conforme ainda a Inforpress, Emanuel Carvalhal, que destacou o facto de as famílias de Furna Acima terem colaborado com as autoridades, assegurou que as mesmas estão em segurança, sendo acompanhadas por uma equipa multidisciplinar, composta por enfermeiros, Cruz Vermelha, bombeiros voluntários e por técnicos de câmara municipal, ou seja, ajuntou, uma equipa preparada para acolher as necessidades básicas dos evacuados.

Tendo em conta que a intenção da edilidade é salvaguardar a segurança das pessoas e bens, o autarca adiantou que as famílias de Furna Acima vão permanecer naquele estabelecimento de ensino até terem provocado a queda daquela rocha em perigo de desabamento.

É que, segundo ele, não estando as famílias “vulneráveis ao perigo” vão conseguir materializar a queda de rocha em segurança e depois vão abrir uma estrada para que as pessoas possam regressar as suas casas em segurança.

Na ocasião, informou ainda que além de Rincão outra zona litoral está “em perigo”, tendo em conta as previsões de ondas de cinco a seis metros, mormente Ribeira da Barca, cujos pescadores das duas localidades acataram as ordens das autoridades que se encontram no terreno e não foram à faina da pesca.

Para o alojamento das pessoas, a edilidade recebeu 50 colchões, cobertores e outros equipamentos dos SNPCB e apoios com alimentação de supermercados locais.

Em caso de “perigo elevado”, assegurou que tem uma equipa pronta liderado pelas Forças Armadas que está instalada na vila de Rincão e que irá actuar de forma “mais profissional”.

Por sua vez, também em declarações à Inforpress, presidente do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB), Renaldo Rodrigues, que se encontra de momento em Santa Catarina para acompanhar os casos de transferência das famílias de Rincão e Furna Acima, e que esteve igualmente Serra Malagueta, avançou que a nível nacional a situação é “estável” de momento de acordo com informações do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INMG).

Conforme disse, há um “abrandamento do estado do tempo”, mas que, entretanto, o INMG deixou alguns alertas relacionados com actividades marítimas, sobretudo, as das embarcações de pequeno porte.

“Informações que temos é que choveu praticamente em todas as ilhas e que não houve estragos significativos. Houve pequenos deslizamentos de terra, mas nada que dificultasse deslocações de pessoas e de viaturas”, assinalou.

Em relação à Serra Malagueta, disse que há parte da via que está cortada, devido a queda de pedras que pode pôr em risco a circulação de viaturas, uma situação que segundo ele já foi alertada ao Instituto de Estradas, que neste momento está a mobilizar para proceder com a limpeza.

A propósito, comunicou que os bombeiros municipais, em coordenação com a Polícia Nacional, irão ao local para fazerem a sinalização como forma de evitar alguma “surpresa” para quem circula naquela via, conclui a fonte que vimos citando.

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