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Deputados do PAICV: Fogo está “completamente abandonada” e há operadores que protelam projectos “por falta de respostas” 10 Mar�o 2018

A ilha encontra-se abandonada em matéria de projecto de desenvolvimento e há operadores económicos que retardam investimentos por falta de respostas do Governo central e dos Poderes Locais, denunciam os deputados do PAICV, Eva Ortet e Nuías Silva.

Deputados do PAICV:  Fogo  está “completamente abandonada” e há operadores que protelam projectos “por falta de respostas”

Segundo a Inforpress, os parlamentares do PAICV pelo circulo eleitoral, que concluíram, sexta-feira, uma visita de uma semana a ilha, privilegiando contactos na área económica e das infra-estruturas para sentir o pulsar da ilha, afirmam que o abandono a que a ilha está votada tem criado um clima de desconfiança nos operadores e na criação de incentivos de atracção de investimento.

“Há operadores, que, por falta de respostas efectivas sobre perspectiva de desenvolvimento da ilha têm abandonado os projectos na ilha, como Aléo Vera Resort”, afirmam os deputados, para quem, a falta de resposta por parte do Governo central e do poder local, em matéria de expansão, remodelação e iluminação da pista do aeródromo de São Filipe, está na base de protelação desse investimento para melhores tempos.

Também muitos operadores económicos e comerciantes da ilha, segundo os parlamentares, por causa de transportes marítimos e falta de solução de ligação regular com outras ilhas, já começaram a equacionar a possibilidade de encerrar as portas.

Os deputados do principal partido da oposição acrescentaram ainda que há “muita reclamação” devido ao “aumento exagerado” de preço nos transportes de cargas entre Fogo/Brava/Santiago, que tem desencorajado os comerciantes a investir nas suas actividades económicas.

Dizem ter constatado durante a visita, que não há nenhuma medida de política de fundo em termos de infra-estruturação e preparação da ilha para os desafios que se lhe impõe em matéria de desenvolvimento.

Alegam que, não obstante os factores de competitividade e potencialidade “sui generis” no contexto nacional, a “falta de visão” local e nacional, nos últimos dois anos, “mergulhou a ilha num profundo sono e sonho de desenvolvimento”.

Eva Ortet e Nuias Silva defendem que é necessário que os poderes local e central se sentem à mesa para definirem o futuro da ilha e assinar alguma plataforma de entendimento sobre as prioridades do desenvolvimento da ilha nos próximos tempos.

Conclusão do anel rodoviário e outras prioridades

Os deputados do PAICV apontam um conjunto de prioridades para o desenvolvimento da ilha, como a necessidade de iluminação e extensão do aeródromo de São Filipe, a construção e ampliação do terminal de passageiro e zona de ‘check-in’ para garantir maior conforto aos passageiros.

Segundo os mesmos, é urgente que o Governo se pronuncie sobre a conclusão do anel rodoviário, a asfaltagem de alguns troços fora do anel como os que ligam troços porto de Vale dos Cavaleiros a Cruz dos Passos e ponto de Lém, interligando com o acesso ao aeródromo, o troço Cruz dos Passos a III Congresso e Patim/Salto para interligação com a estrada de Chã das Caldeiras.

A necessidade de requalificação do centro histórico de São Filipe, de dotar o porto de Vale de Cavaleiros de instrumentos de gestão portuária moderno que garantam não só segurança dos estivadores como de passageiros e das embarcações, como grua, carrinhas de bagagens, de uma nova gare marítima onde se situa o armazém e a deslocação desta infra-estrutura para uma zona anexa ao porto, constam da lista de prioridades.

A construção de raiz do centro de saúde de Santa Catarina, remodelação do centro de saúde e delegacia de Saúde de São Filipe, único município do país que não dispõe de um centro de saúde para cuidados primários de saúde, construção de um porto de recreio na Baia de Corvo, dada a sua condição geoestratégico e que permite receber iates que pretendem conhecer vulcão, equacionar a reabilitação e manutenção da pista do aeródromo dos Mosteiros para questão de protecção civil, o ensino Superior para a ilha com destaque para os cursos em áreas onde a ilha tem competitividade como vulcanologia, sismologia, agricultura, agro-negócio, são outras prioridades para o desenvolvimento da ilha.

Os parlamentares do PAICV não estão a exigir que todas essas prioridades sejam resolvidas numa legislatura, mas defendem que é preciso assumir um caderno de encargos com a ilha e as prioridades para o horizonte 2021 e para 2030, acrescentando que “é preciso começar e que elas sejam assumidas pelo Governo”. Fonte: Inforpress

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