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Derrota de Carlos Veiga: Emanuel Barbosa escreve que parece ter sido uma tempestade organizada pelo governo de Ulisses Correia e Silva 21 Outubro 2021

Num post publicado na sua página de Facebook, o dirigente e deputado do MpD, Emanuel Barbosa, analisa, no rescaldo das eleições presidenciais de 17 de outubro, a derrota de Carlos Veiga, que considerou ter sido uma tempestade estranha organizada pelo próprio governo de Ulisses Correia e Silva. «O estranho é que parece ter sido uma tempestade organizada, ao contrário do que acontece na natureza, em que a tempestade aparece sem sabermos donde, como e nem porquê». O político ventoinha fundamenta que foi o próprio MpD que liquidou Carlos Veiga. «Porém, perguntamos a que propósito é que o MpD declara apoio político ao Carlos Veiga para depois o liquidar, naquela que seria a sua última hipótese de sair pela porta grande da política como o PAICV fez com o seu líder histórico Pedro Pires». Emanuel Barbosa questiona as medidas impopulares tomadas pelo governo durante a campanha eleitoral, com destaque para o aumento de luz e água, e diz esperar que «a base do MpD que queria Carlos Veiga deve tirar as suas ilações e ser consequente». Confira o post referido, que publicamos a seguir.

Derrota de Carlos Veiga: Emanuel Barbosa escreve que parece ter sido uma tempestade organizada pelo governo de Ulisses Correia e Silva

PRESIDENCIAIS CAPÍTULO I: A TEMPESTADE ORGANIZADA

As eleições presidenciais pelas bandas do MpD, digamos, que foi uma tempestade.

O estranho é que parece ter sido uma tempestade organizada ao contrário do que acontece na natureza em que a tempestade aparece sem sabermos donde, como e nem porquê.

Porém, perguntamos a que propósito é que o MpD declara apoio político ao Carlos Veiga para depois o liquidar, naquela que seria a sua última hipótese de sair pela porta grande da política como o paicv fez com o seu líder histórico Pedro Pires.

Sim, liquidou a candidatura do Veiga através de medidas de políticas impopulares tomadas desabridamente e de forma injustificada durante a campanha eleitoral.

Qual a razão desta atuação que feriu de morte a candidatura do Carlos Veiga?

Estamos perante ministros/políticos ingénuos? Não creio.
Perante ministros políticos incompetentes? Também, não.
Perante ministros/políticos de má fé? Quiçá.
Perante ministros/políticos maquiavélicos que quiseram urdir a derrota do Veiga? Parece-me que sim.

Diria que alguns que subiram ao palco com ele discursando a seu favor trataram de o apunhalar pelas costas através de pronunciamentos à comunicação social, anunciando os venenos que iam matar a candidatura do fundador do MpD.

Estas eleições nos sugere que o MpD/governo encarou-as de forma diversa de como encarou as legislativas. Nestas últimas houve um esforço titânico para não se perder as eleições. Perdoou-se dívidas de energia, entrou o cadastro social, socorreu-se quem estava com tetos a cair, etc, etc.

Agora nas presidenciais foi tudo de avesso: subida de energia, combustível e gaz, não pagamento aos jovens inquiridores do INE, subida galopante dos preços dos bens essenciais, anúncio despropositado do aumento do IVA, demora inadmissível no despacho de pequenas encomendas, atraso no pagamento dos doentes evacuados, extradição de Alex Saab nas véspera das eleições, etc, etc.

Sim, foram um conjunto de medidas e ações desastrosas que penalizaram fortemente a candidatura do Carlos Veiga.

O Ulisses Correia e Silva, presidente do MpD e primeiro-ministro de Cabo Verde, assistiu a tudo isso impávido e sereno. Porque será?

A base do MpD que queria Carlos Veiga deve tirar as suas ilações e ser consequente.

Emanuel Barbosa

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