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“Desculpe mas a nota foi para Portugal”: Justificou responsável do ‘Meu Super Fazenda’ para não devolver 50 Euros trocados por 5 000 CVE — um caso de "Regular é preciso" 27 Mar�o 2018

“Desculpe mas a nota foi para Portugal”: Justificou responsável do ‘Meu Super Fazenda’ para não devolver 50 Euros trocados por 5 000 CVE — um caso de

Por: Andreia Fortes

A compra foi paga com uma nota de 50 euros, sob o pressuposto de que tudo decorreria segundo a norma do Banco Central, amplamente divulgada, de que “o câmbio com o euro é fixo” (e não liberalizado). Pode ler-se neste online e no site do BCV.

Mas tendo depois constatado que o “câmbio aqui é 100 escudos por cada euro”, pediu-se que fosse então devolvida a nota contra a entrega de cinco mil escudos.

A resposta foi de que teria de ser no dia seguinte, porque o gerente, “Sr João”, nesse dia não estava.

No dia seguinte, veio a resposta do título, proferida pelo gerente.

A fatura da compra feita, dia 21.2.018, no recém-inaugurado estabelecimento “Meu Super”, na Fazenda, sito alguns metros acima da Igreja Nova Apostólica, mostra que 50 euros foram cambiados por cinco mil escudos (CVE).

As lojas desta nova marca, com boa apresentação, têm alguns produtos mais baratos do que é habitual: a sopa instantânea quase a metade do preço da concorrência. A batata palha, idem.

A fruta também mais barata. Só o leite, importado, está ao mesmo preço que em outras lojas da vizinhança, embora um pouco mais caro (3CVE) do que no vizinho Khym Negoce.
Em suma, a maior parte dos produtos desta lista são a preços promocionais, mais baratos.

Haverá aí alguém para esclarecer o público que compra?

"Barato saiu caro" é ditado conhecido. Sói dizer-se, quando há deceção, que há barato que sai caro — a quem compra. Contrariamente, o comerciante mais que recuperou o seu investimento na promoção. Conseguiu-o não como comerciante que aceita receber em euros, mas duma forma que estará a violar a lei: fez de cambista que põe o euro ao preço que o próprio auto-regulou (num mercado que não está liberalizado).

Haverá aí alguém para esclarecer o público que compra? Será que as entidades reguladoras não têm algo a dizer? A sua competência, pensamos, deve estender-se também à prevenção, no caso pedagógica, a quem, parece, terá acabado de chegar e estará a criar postos de trabalho.

A regulação tem de funcionar na lógica também de que uma empresa de serviços nascente precisa de ser ensinada a bem servir.

Praia, 24 de fevereiro de 2018

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