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Desporto de Orientação pode ser implementado em Cabo Verde 14 Junho 2009

A cooperação espanhola, em pareceria com o Instituto de Investigação e Património Culturais (IIPC), quer implementar em Cabo Verde o desporto de orientação, que consiste em encontrar e seguir o melhor itinerário, numa luta constante contra o tempo. Esta modalidade desportiva exige boa capacidade de orientação e baseia-se numa boa leitura do mapa.

Saber avaliar convenientemente as opções de itinerário, como utilizar uma bússola e ter uma boa capacidade de concentração sob stress são outros requisitos importantes para quem quer competir numa prova de orientação, que exige ademais rapidez na tomada de decisão e uma boa resistência e fôlego para a corrida em terreno acidentado. Isso sempre em contacto com a natureza, com a paisagem. Dai ser chamado também de “desporto verde”

A implementação deste desporto em Cabo Verde deve ser precedida de três medidas fundamentais: a primeira, elaborar um mapa da ilha: a segunda, colocar sinaléticas, de forma a facilitar a orientação dos desportistas; e a terceira, formar as pessoas. Esta modalidade, na opinião de José Samper, director técnico da Federação Espanhola de Desporto de Orientação, deve começar desde a tenra idade, porque ensina aos meninos a respeitar a natureza.

Para este responsável, este arquipélago possui todas as potencialidades para a prática desta modalidade. “Cabo Verde tem uma vegetação boa, possui ilhas com dunas, outras com florestas, terrenos áridos, todas as condições propícias à prática do desporto de orientação”, realça. Além disso, acrescenta, possui terrenos virgens, escondidos, que precisam ser descobertos.

Desporto alia-se à cultura

Este projecto visa associar o desporto à cultura de uma forma harmoniosa. É que o desporto de orientação permite, sobretudo, um contacto directo com a natureza, com as paisagens e com terrenos áridos, mas também com monumentos, infra-estruturas patrimoniais e não só. Daí também a recuperação das capelas filipinas. A ideia é recuperar edifícios patrimoniais que sirvam como pontos de referência no roteiro desportivo. Mais, com a cultura e o desporto combinados neste jogo de orientação, esta modalidade poderá ser uma forma de atrair mais turistas para a ilha de Santiago, mas também para as outras ilhas onde será implantado e não só. Mas agora pensa-se começar por Santiago.

A equipa de arquitectos da Cooperação Espanhola e do IIPC esteve no terreno a avaliar a situação das capelas filipinas de Santiago para elaborar um projecto de recuperação e reabilitação. Mas o elevado estado de degradação da igreja da Trindade, avançou o arquitecto especialista em património cultural, Javier Galvám, exige intervenção urgente. “Será um trabalho de emergência para que não caia, tendo em conta o seu estado actual. E com o aproximar das chuvas ela fica ainda mais vulnerável”, explicita.

Um investimento caro, mas urgente: “este trabalho exige muita investigação, o que requer muito dinheiro. Temos que ter historiadores, antropólogos, arquitectos, engenheiros. Todos eles devem estar envolvidos para que o trabalho de recuperação seja feito sem agredir a origem desses edifícios”.

Acredita-se que a implementação deste projecto trará uma mais-valia para o turismo em Santiago, sobretudo, nos lugares onde estão as três capelas que cooperação espanhola agora vai recuperar. “Este enlace de cultura com o desporto poderá trazer mais ocupação para os nossos jovens, mas também pode ser uma via para desenvolver o turismo em Cabo Verde”, confia o presidente do IIPC, Carlos Carvalho.

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