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Detido militar suspeito de matar “moto-taxistas” no centro de Moçambique 13 Janeiro 2023

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic) de Moçambique deteve um militar suspeito de uma série de assassínios de condutores de táxi-motas e assaltos a comerciantes em Chimoio, centro do país, disse hoje à Lusa fonte oficial.

O militar desertou na linha de combate do Teatro Operacional Norte, em Cabo Delgado, onde a força moçambicana luta contra rebeldes armados, e levou consigo uma AK-47, quatro carregadores e 104 munições, material que era usado para ameaçar as suas vítimas e agora foi apreendido pela polícia, explicou Paulo Tapua, porta-voz do Sernic em Manica.

O militar, prosseguiu a fonte, liderava uma quadrilha que formou à sua chegada a Chimoio e que viria a cometer vários assassínios, tendo o último caso sido registado recentemente nos arredores da capital provincial de Manica.

“Ele matou um moto-taxista na zona de Tambara 2, onde assaltou também um comerciante nigeriano”, disse Paulo Tapua, referindo que no mesmo dia o militar matou um outro moto-taxista e roubou a sua moto.

Num outro caso este ano, o suspeito terá disparado contra um estabelecimento comercial na zona de Tembwe e roubado dinheiro e vários bens a um comerciante local.

“Na saída do local foram interpelar um moto-taxista e apoderaram-se da sua moto que depois foi recuperada” pela polícia, disse o porta-voz.

O suspeito negou o seu envolvimento em assassínios e, em declarações à imprensa na primeira esquadra da polícia em Chimoio, admitiu alguns assaltos a comerciantes para “conseguir sobreviver” fora do exército.

O militar acredita que o que o levou à detenção foi o facto de ter fugido “com uma arma de lá [Cabo Delgado]”.

“Fui guardar a arma na minha casa e fui descoberto depois a passear aqui na cidade de Chimoio com a mesma”, declarou o suspeito.

A associação dos moto-taxistas de Chimoio estima que 25 condutores de táxi-motos foram assassinados e os meios roubados em 2022, tendo o seu presidente, Neto Chiganda, considerado “assustador” o número de mortes dos associados no último ano.
A Semana com Lusa

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