LUSOFONIA

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Dia de Camões em ano ávido de paz 10 Junho 2022

O ‘Dez de Junho’ é a celebração da língua portuguesa segundo o modelo classicista, greco-latino como o título ‘Os Lusíadas’ desde logo indica. Pela mesma toada, há os artigos dados à estampa que indicam esses “450 anos da fundação do português” — a contar pela data da publicação d’‘Os Lusíadas’.

 Dia de Camões em ano ávido de paz

É também a celebração do que une a emigração portuguesa. Isto está expresso quer na designação da efeméride, “Dia de Camões e das Comunidades Portuguesas”, quer nos lugares descentralizados da celebração, Braga e Londres, bem como nas palavras do constitucionalista Jorge Miranda que afirmou esta manhã na sua cidade natal, Braga: “Onde está um português, aí está Portugal”.

Destaca-se também no discurso do presidente Marcelo que retoma a expressão “arraia-miúda” (insuspeita raiz árabe) usada por Fernão Lopes para enaltecer o patriotismo do povo na defesa de Lisboa cercada por tropas vindas de Castela.

Nessa crónica do rei D. João I, a "arraia-miúda" é a força da revolução, da resistência popular a impedir que Portugal na crise de 1383-85 se tornasse província de Espanha (Recordai 639 anos depois, neste ano da mais mediática das invasões).

Cantos em quase 8888 versos. O poeta exprime as inquietações do seu tempo, mais que ver tem uma visão. A perspetiva pessimista sobre o que o encontro com “o outro” pode representar, o poeta épico coloca-a na voz do ancião que se dirige aos “barões” e “soldados” para os apostrofar, que é repreender e também insultar.

É o Velho do Restelo – como os séculos vindouros o consagraram – a vociferar: "Ó glória de mandar! Ó vã cobiça(…)/Chamam-te Fama e Glória soberana,/Nomes com que se o povo néscio engana!

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