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Dia de Todos os Santos interpela consciência da sociedade cabo-verdiana que é marcada pela desigualdade – Dom Arlindo Furtado 01 Novembro 2022

O cardeal Dom Arlindo Furtado disse hoje que a celebração do Dia de Todos os Santos deve interpelar a sociedade cabo-verdiana que é muito marcada pela violência e desigualdade, a tomar consciência da importância de dignidade de cada um.

Dia de Todos os Santos interpela consciência da sociedade cabo-verdiana que é marcada pela desigualdade – Dom Arlindo Furtado

Dom Arlindo Furtado falava esta manhã à Inforpress, no âmbito do Dia de Todos os Santos, celebrada a 01 de Novembro, sendo uma solenidade em que a Igreja celebra, ao mesmo tempo, a glória e a honra de todos os Santos, que contemplam, eternamente, a face de Deus e se regozijam plenamente desta visão beatífica.

“A nossa sociedade é muito marcada pela violência, pela desigualdade, pelo tratamento desigual às pessoas e esta celebração nos deve interpelar no sentido de tomarmos a consciência de nós e dos outros, da importância da dignidade de cada um, que cada um ajude a promover-se a si mesmo e ajudar o outro a crescer para que todos possam dar o seu contributo para sermos cada vez mais irmãos uns dos outros”, disse.

Segundo o bispo da Diocese de Santiago, a vida teria outra qualidade e a sociedade cabo-verdiana seria “muito mais feliz e livre” de tudo aquilo que trás sofrimento e que envergonha, por vezes, porque não é digno do ser humano.

“Se aprendermos a lição do dia de hoje para juntos construirmos uma sociedade cada vez melhor aqui em Cabo Verde, todos poderão sentir-se felizes e em casa como irmãos”, acrescentou.

Conforme explicou Dom Arlindo Furtado a intenção da Igreja em celebrar o Dia de Todos os Santos reflecte a intenção de Jesus Cristo salvador que deu a vida para salvar todos os seres humanos.

“(…) Todos os seres humanos são chamados à salvação e a dar glória a Deus como disse o evangelho damos glória a Deus vivendo as bem-aventuranças, que é viver segundo os critérios de Jesus Cristo e não segundo os critérios do mundo, das nossas tendências, sobretudo, as negativas, os nossos instintos, é viver como Jesus Cristo, fazendo o bem”, sintetizou.

Pelo que esclareceu, agir bem como Jesus Cristo requer “muito esforço” dos seres humanos, implica renunciar as coisas negativas e assumir uma atitude clara e dizer ‘não’ ao mau, e fazer o bem que significa amar a Deus e amar ao próximo, amar a Deus acima de todas as coisas e amar ao próximo como a ti mesmo.

Por isso, o bispo enfatizou que todos são chamados à prática do bem de uma forma consciente e assumida a viver como irmãos, filhos de Deus e assim consegue-se viver na paz e na harmonia, numa relação de qualidade neste mundo e na eternidade também, mas num outro nível chamado a Comunhão dos Santos.

“Então, é isto que celebramos hoje uma celebração que nos revela quem somos e nos impulsiona a viver com alegria, com determinação, aquilo que somos chamados a ser ainda ao maior nível de perfeição por toda a eternidade”, vincou Dom Arlindo Furtado.

“É uma celebração de esperança que nos ajuda a construir a fraternidade neste mundo insano”, ajuntou sublinhando que tem muito a ver com a sociedade cabo-verdiana, mas, oxalá todos tivessem a sensibilidade de perceber isto e trabalhar para uma sociedade mais fraterna, unida, amável e em comunhão. A Semana com Inforpress

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