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Dia do professor: SINDP alerta sobre perseguição e tentativa do Governo de ofuscar com revisão estatuto do pessoal docente 24 Abril 2018

«Neste momento difícil em que os professores cabo-verdianos assistem a não resolução dos pendentes, assistimos a não resolução das reivindicações pendentes, verificamos uma campanha estranha de tentar ofuscar (com proposta de revisão) um estatuto moderno e consensual dos professores, negociado com o anterior Governo da República». É desta forma como o vice-presidente e secretário permanente do SINDEP qualificou, esta segunda-feira, a situação por que passa a classe docente cabo-verdiana.

Dia do professor: SINDP alerta sobre perseguição e tentativa do Governo de ofuscar com revisão estatuto do pessoal docente

Jorge Cardoso fez, hoje, 23, estas afirmações, em conferência de imprensa realizada na sede do Sindicado Nacional dos Professores, na Praia, para assinalar a passagem do dia do professor cabo-verdiano.

Referindo-se à situação actual dos docentes, o dirigente do sindicato nacional mais representativo dos docentes no país – tem mais de quatro mil associados neste momento - fez questão de realçar que o ambiente é de clara perseguição aos mesmos pelo actual Governo de Ulisses Correia e Silva. «Infelizmente o que assistimos hoje é perseguição, intimidação dos professores por parte do actual Governo do MpD, através da ministra da Educação e demais dirigentes do mesmo ministério», lê-se na comunicação distribuída à imprensa.

O vice-presidente do SINDEP crítica, por outro lado, a postura da ministra da Educação de tentar fugir ao diálogo para negociar as reivindicações pendentes da classe docente. «Em vez de se sentar à mesa com os sindicatos de modo a encontrar soluções para a classe, a ministra da Educação continua a esquivar-se na vá tentativa de enganar os professores e toda a sociedade cabo-verdiana, continuando sem resolver os problemas pendentes», pontua o conferencista.

Nesta particular, Jorge Cardoso precisa que faltam as publicações das reclassificações de 2014 a 2017, o pagamento dos subsídios pela não redução da carga horária de 2012 a 2015 em percentagem e os de 2016 a 2018 em numerários. Segundo ele, está ainda por ser pago o subsídio pela não redução da carga horária aos recém-aposentados e sua inclusão no cálculo das pensões. O também secretário permanente do SINDEP lembra ainda como reivindicação da classe a excessiva carga horária aos professores que estão na pluridoscência, em total atropelo ao estatuto da carreira do pessoal docente.

«Alertamos a todos os professores para se mantiverem vigilantes, pois, o Estatuto aprovado pelo anterior Governo - tendo sido objecto de amplo consenso -, deve, acima de tudo, ser cumprido antes de se pensar na sua revisão, o que, a concretizar-se, poderá resultar em perda de regalias em vez de ganhos improváveis», apela Jorge Cardoso, para quem o SINDEP espera contar com o apoio de todos os professores. Tudo, segundo ele, para que possa exigir o Governo que cumpra o que, a muito custo e após longas e difíceis negociações, foi conseguido pela classe docente cabo-verdiana.

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