DIÁSPORA

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Diáspora: Cabo-verdianos em São Tomé e Príncipe “com esperança” na visita de Ulisses Coreia e Silva à região 09 Junho 2018

Os cabo-verdianos e descendentes radicados em São Tomé e Príncipe consideram que o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, está “a abraçar o mundo” ao visitar este país do Equador, onde existe uma expressiva diáspora crioula, que olha para esta deslocação “com esperança”.

Diáspora: Cabo-verdianos em São Tomé e Príncipe “com esperança” na visita de Ulisses Coreia e Silva à região

“Ao visitar São Tomé e Príncipe, particularmente esta Região Autónoma, Vossa Excelência está também a abraçar o mundo”, disse, segundo a Inforpress, um elemento da comunidade, num encontro alargado que o chefe do governo manteve, na sexta-feira, na Cidade de Santo António, na ilha do Príncipe, com as gentes das ilhas e seus descendentes.

Neste seu terceiro dia de visita a São Tomé e Príncipe, o primeiro-ministro cabo-verdiano privilegiou, além de encontros com as autoridades do Governo Regional, contactos com a comunidade cabo-verdiana numa ilha que, acredita-se, mais de 80 por cento dos mais de sete mil habitantes têm ascendência crioula.

Ao saudar a comitiva cabo-verdiana, que integrava ainda o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Filipe Tavares, o presidente do Governo Regional, Tozé Cassandra, considerou que o chefe do governo cabo-verdiano se encontrava “em casa”, aludindo ao facto da região albergar uma grande comunidade de cabo-verdianos.

Júlio da Conceição Rocha, 36 anos, filho de pais cabo-verdianos, residente na Roça Porto Real, mas com cordão umbilical ligado à cidade da Calheta de São Miguel, de onde os seus progenitores “zarparam” na década de 40, salientou à Inforpress que os cabo-verdianos são mais que os que residem no arquipélago, porque existem os emigrantes e seus descendentes, “bem mais de milhão, penso eu”, que a diáspora levou às quatro partidas do mundo”.

“São esses cabo-verdianos, que a São Tomé, Senegal, Angola, Lisboa ou Boston se desdobram e multiplicam, que olham para este tipo de visita com particular esperança”, sublinhou.

Segundo alguns cabo-verdianos presentes no encontro com Ulisses Correia e Silva, a comunidade cabo-verdiana em São Tomé e Príncipe espera que “a atenção que o homem que tem o destino das ilhas nas mãos” lhes dedica possa contribuir para trazer “dias mais serenos e tranquilos”, pois “incertos e sombrios continuam ainda os dias que hoje muitos atravessam”, pelo menos neste país do Equador.

Na mesma diapasão se alinha Luís da Cruz dos Santos,57 anos, também nado e criado na Roça Porto Real, mas com raízes ancestrais em Pedra Badejo, concelho de Santa Cruz, interior da ilha de Santiago.

Embora parco em palavras, “só fiz a instrução primária”, desculpou-se, Luís da Cruz não mede palavras, no entanto, quando sublinha que “todos os filhos de Cabo Verde espalhados por São Tomé e Príncipe” esperam que a terra dos pais e o de acolhimento possam ser, também, um “ombro amigo”, corporizado naqueles que, como o Presidente da República, que os defenda, “tanto lá como cá fora”, os reconheça como cabo-verdianos que fazem parte “do todo” das ilhas, sempre com a vontade de regressar à sua terra, onde, acreditam, “um dia, quem sabe, pode lhes proporcionar as condições que tiveram um dia de procurar algures, mas sem nunca as encontrar”.

O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, chegou na terça-feira a São Tomé e Príncipe, para uma visita oficial de cinco dias, que termina no domingo, 10 de Junho, dia em que ainda, segundo a agenda divulgada, terá tempo para contactar com a comunidade cabo-verdiana residente a Norte de São Tomé, depois de ter dedicado o dia de quinta-feira para contactos com crioulos que residentes na região sul da ilha. C/Inforpress

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade
Cap-vert
Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project