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Dificuldades persistem para alimentar zonas de guerra, ciclones e secas em Moçambique 22 Novembro 2022

As zonas de Moçambique afetadas por guerra no norte e por desastres naturais no centro e sul são as que enfrentam maiores dificuldades em ter acesso a alimentação, de acordo com o último relatório de vigilância humanitária no país.

Dificuldades persistem para alimentar zonas de guerra, ciclones e secas em Moçambique

"Em outubro, a insegurança alimentar foi mínima para a maioria das famílias rurais em Moçambique, graças às suas reservas alimentares e a algumas compras", lê-se no documento da Rede de Alerta Antecipado de Fome (rede Fews, sigla inglesa) que auxilia operações humanitárias.

No entanto, há zonas onde a situação é diferente.

"Nas zonas afetadas pela seca no sul e centro Moçambique, nas áreas afetadas por ciclones na província de Nampula e em Cabo Delgado, onde há conflitos, persistem situações de crise, à medida que as reservas alimentares se esgotam, após uma colheita significativamente abaixo da média", detalha o documento.

Para lidar com a situação, o Programa Alimentar Mundial (PAM) começou em outubro a dar assistência alimentar humanitária a mais de 22.500 pessoas nas regiões afetadas por seca (Gaza, Inhambane, Manica e Sofala).

Esta ajuda junta-se àquela que já vem sendo prestada no norte, por vários parceiros, a cerca de um milhão de pessoas afetadas pela insurgência armada.

No entanto, devido a falta de fundos, mantém-se um cenário de racionamento: a ajuda distribuída corresponde apenas a 40% das necessidades diárias de cada beneficiário.

O relatório prevê que a situação alimentar das famílias em crise melhore nos próximos meses.

"Com uma previsão de estação das chuvas regular, a insegurança alimentar aguda diminuir para uma situação de ’stress’ ou insegurança mínima à medida que as famílias acedem às novas colheita em março e abril de 2023", conclui.

A Semana com Lusa

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