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Direcção Nacional de Ambiente financia projecto da Associação de Cabeça Fundão para mobilização de água 31 Agosto 2018

A Direcção Nacional de Ambiente (DNA) disponibilizou à Associação de Desenvolvimento Comunitário Montado Nacional “Cabeça Fundão” um financiamento de cerca de um milhão de escudos para mobilização de água, visando minimizar o problema enfrentado pela população.

Direcção Nacional de Ambiente financia projecto da Associação de Cabeça Fundão para mobilização de água

O projecto, que foi submetido ao financiamento da DNA, através do Parque Natural do Fogo (PNF), tem por finalidade a mobilização de mais recursos hídricos para minimizar o problema de falta de água e garantir a regularidade do fornecimento para as famílias e para as actividades agrícolas, pecuária e produção de plantas endémicas, nesta localidade, uma das 22 comunidades da zona de amortecimento do PNF e que não possui até este momento rede pública de abastecimento.

O projecto consiste na reabilitação de duas das três nascentes na Bordeira do Parque Natural do Fogo (Fonti Cabalo e Boa Entrada), adução de água desde Bordeira até Cabeça Fundão, limpeza, reabilitação da cisterna de 20 metros cúbicos na nascente de Boa Entrada e reabilitação do viveiro com capacidade para produção de 15 mil plantas endémicas em Boa Entrada, sendo que o valor global do projecto é de 961 mil escudos.

O presidente do conselho directivo da Associação de Cabeça Fundão, Nicolau Centeio, disse que este projecto é para atender, sobretudo, as necessidades mais prementes e imediatas dos agricultores, criadores e moradores.

Este projecto visa, essencialmente, amenizar o problema da falta de água, mas também garantir o seu uso racional e a regularidade do fornecimento para as famílias, explorações agrícolas, pecuárias, através do reforço de adução e distribuição de água, assim como o aumento da disponibilidade de água para produção de plantas endémicas.

A localidade de Cabeça Fundão, no município de Santa Catarina do Fogo, tem enfrentado vários desafios relacionados com a disponibilização de água suficiente para o uso normal dos moradores, sendo a única que não está ligada à rede de abastecimento e onde a água chega a ser vendida a 35 escudos por cada vasilhame de 25 litros.

Este esforço, segundo aquele dirigente associativo, vai no sentido de recuperar as nascentes de água e fazer o melhor uso e distribuição do líquido produzido nas mesmas para a população. O projecto vai arrancar o mais breve possível, beneficiando cerca de 400 pessoas da comunidade de forma directa e indirectamente. C/Inforpress

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