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Directora Regional da OMS para África alerta: Mais de 8 milhões de pessoas morrem de cancro no mundo todos os anos 04 Fevereiro 2018

O combate para diminuir as repercussões do cancro está longe de ter chegado ao fim. Presentemente estima-se que 8,8 milhões de pessoas morrem de cancro no mundo todos os anos, o que representa quase um sexto do total de óbitos. O alerta parte da Directora Regional da OMS para a África, Matshidiso Moeti, na sua mensagem por ocasião do Dia Mundial do Cancro, que se celebra neste Domingo, 4 de Fevereiro.

Directora Regional da OMS para  África alerta: Mais de 8 milhões de pessoas morrem de cancro no mundo todos os anos

Conforme a mesma responsável, este ano marca o fim da campanha «Nós podemos, eu posso» que durou três anos e exortou pessoas singulares, sociedades e governos a tomarem medidas bem como a reduzirem o impacto do cancro. Descreve que esse movimento sensibilizou milhões, instou governos e pessoas nas quatro partes do mundo à acção e forneceu aos pacientes oncológicos e respectivas famílias uma plataforma através da qual puderam partilhar as suas histórias e serem ouvidos. Alerta que, não obstante os ganhos conseguidos durante a campanha «Nós podemos, eu posso», o combate para diminuir as repercussões do cancro está longe de ter chegado ao fim.

Doença em Cabo Verde

Em Cabo Verde o cancro é a segunda causa de morte no país - o
cancro da mama, da próstata e do colo do útero são os que mais afectam a população cabo-verdiana. Por ano, 780 pessoas morrem vítimas de cancro no arquipélago, segundo os dados de 2017 da Associação Cabo-verdiana de Luta Contra o Cancro.

Na sua mensagem de hoje,04, a Directora Regional da OMS para a África, Matshidiso Moeti, traça o quadro mundial negro da doença, traduzido nos números que se seguem:

Duplicação da mortalidade

Segundo a OMS, as estimativas apontam para uma duplicação da taxa de mortalidade devida ao cancro até 2030.

75% mortes nos PRM de África

Directora Regional da OMS para a África revela que 75% das mortes por motivos oncológicos no mundo registam-se em países de rendimento baixo e médio como sejam os Estados-Membros africanos.

30% de rasteiro nos países de baixo rendimento

Em parte, isso deve-se, conforme Matshidiso Moeti, ao seu diagnóstico tardio. Menos de 30% dos países de baixo rendimento (PBR) têm acesso a rastreio oncológico e a serviços de tratamento.

95% de doentes tem tratamento nos PRE

Informa que, em 2015, aproximadamente 35% dos países de baixo rendimento comunicaram que estavam disponíveis serviços de patologia no sector público, quando nos países de rendimento elevado (PRE) superam os 95%.

Centros para Cancro indisponíveis

Assegura, por outro lado, que é frequente os Centros de referência para o cancro estarem indisponíveis, o que implica atrasos no acesso aos cuidados de saúde.

Mais cancro por envelhecimento da população

Conforme a mensagem da Directora Regional da OMS para a África, prevê-se que o peso do cancro em África cresça, tendo em consideração o envelhecimento populacional, as doenças crónicas, as opções pouco saudáveis ligadas ao estilo de vida e os factores de risco.

Um terço das mortes associadas a factores de riscos

Matshidiso Moeti precisa que cerca de um terço das mortes por cancro estão associadas a factores de risco passíveis de serem prevenidos, como o excesso de peso, a reduzida ingestão de frutas e legumes, a falta de actividade física, o tabagismo e o consumo de álcool.

Controlar o cancro

Aconselha a mesma responsável que, em muitos países de África, controlar o cancro pressupõe eliminar obstáculos à qualidade do atendimento, como a ignorância relativa à importância do diagnóstico precoce e do tratamento atempado. «Significa não só introduzir como implementar mudanças políticas de modo a garantir a disponibilidade de intervenções de saúde primária eficazes, instaurando o rastreio do colo do útero no pacote de cuidados básicos de saúde e a vacinação contra vírus causadores de cancro».

Conselho da OMS

Diante do quadro negro traçado, a Organização Mundial da Saúde incentiva todas as pessoas a fazerem escolhas saudáveis. «A OMS está preparada para prestar o apoio e aconselhamento necessários de modo a permitir a todos um acesso qualitativo aos cuidados oncológicos e a fazer com que ninguém fique de fora. Juntos podem derrotar o cancro», conclui Directora Regional da OMS para a África, na sua mensagem por ocasião do Dia Mundial de Cancro que se celebra neste Domingo,04.

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