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Direitos laborais: Vitória histórica de "senhoras pipi" de Paris 14 Maio 2021

A bexiga curta duma criança faz a mãe entrar na toilette da Praça e não é que está lá uma funcionária que a assiste? No Mindelo e em Paris. A capital francesa há seis anos que esperava o desfecho do litígio laboral dessas funcionárias, entre 45 e 60 anos, com a empresa inovadora que as despediu como obsoletas. Esta semana um juiz deu razão às ofendidas e ordenou indemnizações.

Direitos laborais: Vitória histórica de

Uma das "dames pipi/senhoras do xixi" vai receber dez mil euros (1,1 milhão CVE) a título de indemnização. Todas têm direito ao lugar que lhes foi retirado. Uma vitória histórica, pois.

Foi em 2015 que a mudança na gestão dos WCs de Paris — instalados em pontos turísticos como a catedral de Notre-Dame, Sacré Coeur-Montmartre, Étoile — ditou o destino das funcionárias das toilettes.

O novo gestor, o neerlandês 2theloo, recusou manter o contrato das onze funcionárias sob a alegação de que a função delas não era de manter a limpeza, mas de prestar um serviço diferente, mais próprio de portarias luxuosas.

As seis que resistiram na sua demanda ouvem, seis anos depois, o tribunal dar-lhes razão. Elas tinham o direito de serem transferidas para a empresa 2theloo.

Fontes: Le Figaro.fr/Relatos de viajantes. Fotos (INA.fr): O saneamento civilizado precisa destas estruturas. A sanisette é toda automatizada, desde a abertura e o tempo de 15 minutos máximo e bem cronometrado, até à auto-limpeza final — que inclui histórias de utentes (aterrorizados) também automaticamente sujeitos à mesma auto-limpeza. Um perigo que não acontece com as ’toilettes’ geridas pelas quase extintas "madames pipi".

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