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Diretor-Geral da FAO apela ao G20 para garantir a continuidade das cadeias de valor alimentar durante a pandemia do Covid-19 30 Mar�o 2020

O Diretor-Geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, QU Dongyu, apelou os líderes dos países do G20 a tomarem as medidas apropriadas para garantir a continuidade dos sistemas alimentares mundiais, particularmente quando se trata de acesso a alimentos para as populações mais pobres e vulneráveis durante a pandemia do Covid-19.

 Diretor-Geral da FAO apela ao G20 para garantir a continuidade das cadeias de valor alimentar durante a pandemia do Covid-19

QU, que falava de Roma, numa reunião virtual extraordinária dos países do G20 sobre o Covid-19, realizada na quinta-feira, 26, anunciou que a pandemia do Covid-19 está a afetar os sistemas alimentares e todas as dimensões da segurança alimentar em todo o mundo e que nenhum país é poupado. "Devemos garantir que as cadeias de valor dos alimentos não sejam interrompidas e que possam continuar funcionando bem, promovendo a produção e a disponibilidade de alimentos saudáveis, diversos e nutritivos", afirmou.

Este responsável da FAO acrescentou ainda que as restrições de contenção e movimentação podem atrapalhar a produção, processamento, distribuição e venda de alimentos, a nível nacional e mundial, e podem ter um impacto "sério e imediato" em pessoas com mobilidade reduzida. "Os pobres e vulneráveis serão os mais atingidos e os governos precisarão fortalecer os seus mecanismos de previdência social para manter o acesso deles a alimentos", sublinhou, ressaltando que os mercados mundiais de alimentos estão bem abastecidos, mas é necessário tomar medidas para garantir que os mercados nacionais e mundiais continuem a ser fontes transparentes, estáveis e confiáveis de abastecimento de alimentos.

Referindo-se à crise global dos preços dos alimentos em 2008, o Diretor-geral da FAO disse que, na altura, a incerteza causou uma onda de restrições às exportações nalguns países, enquanto outros começaram a importar alimentos massivamente. “Tal situação contribuiu para a excessiva volatilidade dos preços, um cenário particularmente ruim para os países de baixo rendimento e com déficit alimentar”, ressaltou.

QU Dongyu é da opinião que à medida que a atividade económica desacelera devido à pandemia do COVID-19, o acesso a alimentos será afetado negativamente devido à redução de renda e à perda de empregos. "Precisamos garantir que o comércio agrícola continue a desempenhar um papel importante na contribuição para a segurança alimentar global e melhor nutrição. Agora, mais do que nunca, devemos trabalhar para reduzir a incerteza e fortalecer a transparência do mercado através de informações oportunas e fiáveis", recomendou.

De salientar que a FAO e o Sistema de Informação do Mercado Agrícola (AMIS), lançado pelo G20 em 2011, continuará o seu trabalho de monitorar os mercados de alimentos e fornecer informações regulares para que todos possam tomar decisões com conhecimento de causa.

Recorde-se que o Grupo Banco Mundial (WBG), a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Organização Mundial do Comércio (OMC), o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) também participaram na Cimeira do G20.

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