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Dirigente do PAIGC é libertado em Bissau 24 Junho 2020

Detenção de Armando Correia Dias foi considerada ilegal por ativistas e deputados. Ministério do Interior da Guiné-Bissau acusou o dirigente do PAIGC de porte de armas de guerra. Mas advogado diz que PGR não tem provas.

Dirigente do PAIGC é libertado em Bissau

O dirigente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Armando Correia Dias "N’dinho", e o seu irmão Caló Dias foram libertados esta terça-feira (23.06) após serem ouvidos por membros do Ministério Público em Bissau. Ambos estavam detidos desde sábado.

Em entrevista à DW África, o jurista Luís Vaz Martins, do coletivo de advogados de defesa de "N’dinho", disse que o próprio Ministério Público não parece ter convicção sobre a acusação. "Tendo convicção, eles teriam aplicado - através da intervenção de um juiz de instrução criminal - uma medida de coação mais gravosa, obviamente seria uma prisão preventiva", avalia Martins.

A Procuradoria guineense decidiu aplicar uma medida de apresentação periódica contra "N’dinho", o que também foi considerado abusivo pelos advogados de defesa.

"Vamos atacar a medida de coação para que seja levantada. Acreditamos que não há razões para se aplicar uma medida tão gravosa para uma situação de simulacro. Apanham armas, supostamente no carro de um cidadão, e a pessoa que seguia no carro de boleia é que foi acusada de transportar armas", questiona o jurista.

Martins definiu a acusação contra o irmão de Dias como "caricata". Segundo o Ministério Público, Caló Dias teria tentado "assaltar a esquadra da polícia para resgatar o irmão mais velho".

O que diz o Ministério do Interior

Segundo informações do porta-voz do Ministério do Interior, Salvador Soares, o dirigente do PAIGC foi detido no sábado (20.06), suspeito de "movimentação" com armas de fogo de uso militar.

"Depois de três dias de seguimento operativo, ele foi intercetado numa viatura onde foram encontrados dois fuzis Kalashnikov (AKM), quatro carregadores e uma arma branca, facto que obrigou à sua detenção preventiva para averiguar a proveniência das armas, motivo de uso e porte", disse Soares.

Armando Correia Dias foi detido quando acompanhava o antigo secretário de Estado, Anaximandro Zyléne Casimiro Menut, e o deputado Wasna Papai Danfa. Os três seguiam na viatura de Menut. O ex-secretário de Estado acusou um civil que estava acompanhado da polícia de ter colocado as armas no interior do veículo.

Soares preferiu não comentar a acusação de Menut: "Isso não cabe a mim, sou apenas o porta-voz do Ministério do Interior. Não posso responder isso. Há um serviço competente para tal", argumentou. C/Lusa

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