OPINIÃO

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Dia Mundial da Saúde 2020: Apelo do Diretor Geral da OMS para instalação de testes de despiste para abrandar propagação do Covid 19 no mundo 31 Mar�o 2020

Perante ao agravamento da pandemia do coronavírus/Covid-19, o Director geral da Organização mundial da saúde (OMS), o Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, solicitou na Segunda-feira à todos os países no mundo de instalar os testes de despiste como melhor meio de abrandar a progressão desta pandemia.

Por : Francisco FRAGOSO (médico)

 Dia Mundial da Saúde 2020: Apelo do  Diretor Geral da OMS para instalação de  testes de despiste para abrandar propagação do Covid 19 no mundo

Do Dia Mundial da Saúde 2020

Um oportuno Apontamento para principiar: O Dia Mundial da Saúde é celebrado anualmente a 7 Abril.

O Dia mundial da Saúde é um dia internacional consagrado
à promoção da Saúde.

O Dia Mundial da Saúde é celebrado anualmente a 7 de Abril para assinalar o aniversário da criação da Organização Mundial da Saúde (OMS), e constitui a ocasião de mobilizar uma robusta acção, em torno de um tema de saúde pública que diz respeito ao mundo inteiro.

A data foi escolhida pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 1948, aquando da organização da primeira assembleia da OMS. Desde 1950, que no dia 7 de Abril se celebra o Dia Mundial da Saúde.
A cada ano, a organização escolhe um tema central para ser debatido no Dia Mundial da Saúde, o qual passa a ser prioridade na agenda internacional da OMS.

O Dia Mundial da Saúde é uma oportunidade única para alertar a sociedade civil para temas-chave na área da Saúde que afectam a Humanidade, além de desenvolver actividades com vista à promoção do bem-estar das populações, tal como a promoção de hábitos de vida saudáveis.

Este ano de 2020 o dia 7 Abril calha uma Terça-feira.

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Da Organização Mundial da Saúde (em inglês: World Heath Organization – WHO)

O reconhecimento do direito de todos os povos a desfrutar dos mais elevados padrões de Saúde possíveis sem distinção de raça, religião, filiação política e condições socioeconómicas é uma das nobres premissas da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A Organização Mundial da Saúde (OMS), é a instituição especializada das Nações Unidas (ONU) para a Saúde pública. Ela foi criada e fundada a 7 Abril 1948 e depende directamente do Conselho económico e social das Nações Unidas e a sua Sede se situa à Pregny-Chambésy, no Cantão de Genebra, na Suíça.

Como está exarado na sua constituição, OMS tem por fim conduzir todos os povos ao nível de saúde mais elevado possível. Neste mesmo documento, a saúde é definida como um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não consiste unicamente numa ausência de doença ou de infirmidade.

A OMS é dirigida pelos 192 Estados membros reunidos na Assembleia mundial da Saúde. Esta assembleia é composta dos delegados que representam os Estados membros. Ela tem para funções principais aprovar o programa e o orçamento da OMS para o exercício bienal seguinte e estatuir no atinente às suas grandes orientações políticas.

A Assembleia mundial da Saúde é o órgão de decisão suprema da OMS. Reúne-se geralmente à Genebra (Suíça), no mês de Maio, e anualmente. As delegações dos seus Estados-Membros assistem à este relevante acto e cerimónia. A sua principal função consiste em fixar e definir a política da Organização. Nomeia o Director geral, controla a política financeira da Organização, e examina e aprova o projecto de orçamento programa.

A OMS busca fundo as suas origens nas guerras do fim do século XIX (México, Crimeia). Após a Primeira Guerra Mundial, a SDN criou o seu comité de higiene, que foi o embrião da OMS.

De anotar, que o Brasil tem uma participação fundamental na história da Organização Mundial da Saúde, criada pela ONU para elevar os padrões mundiais de saúde. A proposta de criação da OMS foi de autoria dos delegados do Brasil, que propuseram o estabelecimento de um “organismo internacional de saúde pública de alcance mundial”. Desde então, Brasil e a OMS desenvolvem intensa cooperação.

A constituição da OMS foi adoptada à New York pela Conferência mundial da saúde, na data de 22 Julho 1946. Ela foi assinada pelos representantes de 61 Estados e entrou em vigor a 7 Abril 1948. Destarte, 7 Abril é a data na qual se celebra, anualmente, o Dia Mundial da Saúde.

Direito de todo ser humano para a Saúde

Eis o elenco dos Princípios enunciados no Preâmbulo da Constituição e direito de todo ser humano para a Saúde:

• A saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não consiste apenas numa ausência de doenças ou infirmidades.
• A fruição do melhor estado de saúde que é capaz de alcançar constitui um dos direitos fundamentais de todo ser humano, quais sejam a sua raça, a sua religião, as suas opiniões políticas, a sua condição económica ou social.
• A saúde de todos os povos é a condição fundamental da paz do mundo e da segurança: ela depende da cooperação mais estreita dos indivíduos e dos Estados.
• Os resultados alcançados por cada Estado na melhoria da saúde e a protecção da saúde são preciosos para todos.
• A desigualdade dos diversos países no que diz respeito à melhoria e a luta contra as doenças, em particular as doenças transmissíveis, é um perigo para todos.
• O desenvolvimento são e salutar da criança é de uma importância fundamental; a aptidão para viver em harmonia com um meio, em plena transformação é essencial à este desenvolvimento.
• A admissão de todos os povos ao benefício dos conhecimentos adquiridos pelas ciências médicas, psicológicas e aparentadas é essencial para alcançar o mais elevado grau de saúde.
• Uma opinião pública esclarecida e uma cooperação activa da parte do público são de uma importância capital para a melhoria da saúde das populações.
• Os governos têm a responsabilidade da saúde dos seus povos; só podem enfrentar e cumprir este objectivo, tomando as medidas sanitárias e sociais apropriadas.

Mais de 7 000 pessoas trabalham na OMS, em 150 repartições de países, seis repartições regionais e na Sede de Genebra.

Desde o 1º de Julho 2017, o director geral da Instituição é o ex-ministro etíope da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyrsus.

Exemplos de acções da OMS

Eis alguns exemplos significativos de acções promovidas pela OMS:

--- Doenças Infecciosas: A OMS trabalha com os Estados para favorecer a prevenção e o tratamento de doenças infecciosas, como o VIH-Sida, a tuberculose, o paludismo e as doenças tropicais negligenciadas.
--- Vigilância e alerta: A OMS vigia a situação sanitária no mundo e lança alertas em casos de epidemias. Deste modo, em Fevereiro 2016, a OMS declarou que a epidemia de Zika relevava de uma urgência da saúde pública de alcance mundial, em seguida, em Novembro 2016, a organização considerou que esta epidemia já não constituía uma urgência mundial.
— - Vacinação: a OMS trabalha na extensão da cobertura vacinal nos países que têm necessidade. Isto se faz, por exemplo, no quadro do Plano de acção mundial para as vacinas 2011-2020.
- - - Investigação/Pesquisa: A OMS participa activamente na investigação em saúde pública, por exemplo, graças ao CIRC (Centro internacional de investigação sobre o cancro) situado à Lyon.
- - - Acesso aos medicamentos: A OMS opera em favor do acesso aos medicamentos essenciais para todos. Por exemplo, no caso da filariose linfática, a OMS lançou em 2 000 o Programa mundial para a eliminação da filariose linfática, com um tratamento em grande escala. De 2 000 à 2015, mais de 6,2 mil milhões de tratamentos foram disponibilizados e entregues à aproximadamente à 820 milhões de pessoas em 64 países.

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Sucinto perfil biográfico do actual Director Geral da OMS

Eu imagino um mundo em que todos possam viver vidas saudáveis e produtivas, independentemente de quem eles são ou de onde vivem. Acredito que o compromisso global com o desenvolvimento sustentável – consagrado nos
Objectivos de Desenvolvimento Sustentável – oferece uma oportunidade única de abordar os determinantes sociais, económicos e políticos da saúde e melhorar a saúde e o bem-estar das pessoas em todos os lugares. Alcançar essa visão
exigirá uma OMS forte e eficaz para enfrentar os desafios emergentes e alcançar os objectivos de saúde no âmbito dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável. Precisamos de uma OMS – adequada para o século 21 – que pertença a todos
igualmente. Precisamos de uma OMS que seja gerida com eficiência, com recursos adequados e direcionada a resultados, com um forte foco em transparência, responsabilidade e valor para o dinheiro.

Tedros Adhanom GHEBREYESS

TEDROS ADHANOM GHEBREYESUS nasceu a 3 Março 1965 à Asmara (Eritreia). É um homem político etíope. É um reputado investigador, no âmbito da problemática do Paludismo, antigo ministro da Saúde (2005-2012) e dos Negócios Estrangeiros da Etiópia (2012-2016). Foi eleito director geral da Organização mundial da Saúde, função que assumiu no dia 1 Julho 2017.
Licenciou em saúde comunitária na universidade de Nottingham (Reino Unido) antes de ser nomeado ministro da saúde na Etiópia em 2005. De 2012 à 2016, é ministro dos negócios estrangeiros do seu país, a Etiópia.
Dirigiu os fundos mundiais da luta contra o Sida, a tuberculose e o paludismo.
Na data de 23 Maio 2017, foi eleito director geral da Organização mundial da Saúde aquando da 70a Assembleia mundial da Saúde. É o primeiro Africano à ocupar este posto.
É casado e pai de cinco filhos.

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Um oportuno Apontamento sobre alguns dos Directores gerais da OMS:

O primeiro director geral da OMS foi
DR. GEORGE BROCK CHISHOLM

Exerceu as suas funções de 1948 à 1953. Foi precisamente a ele que se deve o nome de “Organização mundial da Saúde”, nome que ele propôs com o objectivo de sublinhar que a Organização seria realmente mundial, ao serviço de todas as nações. Alguns extratos da Constituição da OMS, cuja definição da saúde como “. . . um estado de completo bem-estar físico, mental e social, (que) não consiste unicamente numa ausência de doença ou de infirmidade”, foram entendidos no quadro do discurso pronunciado pelo Dr. Chisholm na ocasião da reunião final da primeira comissão de planificação técnica da OMS.
O Dr. CHISHOLM nasceu à Oakville, em Ontário (Canadá), a 18 Maio 1895 e faleceu à Victoria, em Colômbia Britânica (Canadá) a 4 Fevereiro 1971.

DR. MARCOLINO GOMES CANDAU (Brasileiro)
Foi o segundo director geral da OMS. Exerceu o cargo de 1953 à 1973.

No decurso dos anos de mandato do Dr. Candau, a OMS passou de 81 países membros e de um orçamento de 9 milhões de dólares, à 138 países membros e um orçamento de 106 milhões de dólares. A lembrança do Dr. Candau está fundamentalmente vinculada ao seu papel director nos combates contra a varíola, o paludismo e a onchocercose.
O Dr. Candau era natural do Rio de Janeiro (Brasil), onde nasceu a 30 Maio 1911 e faleceu à Genebra a 23 Janeiro 1983, na idade de 71 anos. Foi o primeiro brasileiro a dirigir um organismo especializado da ONU, a Organização Mundial da Saúde.

Marcolino Candau era filho de Augusta Gomes Candau e Júlio Candau. Estudou Medicina na Universidade Federal Fluminense.

Foi médico do departamento de saúde do estado antes de iniciar Mestrado em Saúde Pública na Universidade John Hopkins, nos Estados Unidos.
No regresso ao Brasil, trabalhou no departamento de saúde pública do estado e foi Superintendente do Serviço Especial de Saúde Pública, antes de se juntar ao serviço da Organização Mundial da Saúde, em Genebra, em 1950, como director da Divisão da Organização de Serviços de Saúde para as Américas. No ano seguinte, foi nomeado Director Geral Assistente. Em 1952, mudou-se para Washington para assumir o cargo de Director Assistente da Repartição Sanitária Pan-Americana, no escritório regional da OMS para as Américas. Em 1958, enquanto ocupava essa posição, foi eleito, aos 42 anos, o segundo Director Geral da OMS. Em 1958, 1963 e 1968, Candau foi reeleito para quatro mandatos sucessivos neste elevado cargo, que ele ocupou até 1973.
Marcolino Gomes CANDAU aposentou-se em 1973 e foi nomeado director geral emérito da OMS durante a XXVI Assembleia Mundial da Saúde. Em 1974 tornou-se membro do Conselho da Universidade das Nações Unidas. Recebeu títulos de doutor honoris causa de diversas instituições brasileiras e estrangeiras.

DR. HALFDAN THEODOR MAHLER (Dinamarquês).Foi o terceiro Director geral da OMS.

Exerceu funções em três mandatos sucessivos de 1973 à 1988.
Nasceu a 21 Abril 1923 à Vivild (Dinamarca) e faleceu à Genebra (Suíça), a 14 Dezembro 2016.

Obteve o seu diploma de licenciatura em medicina na Universidade de Copenhague, em 1948. Na continuação dos seus estudos de terceiro ciclo em saúde pública, as suas primeiras actividades internacionais foram consagradas à tuberculose e ao trabalho comunitário nos países em desenvolvimento: dirigiu uma campanha contra a tuberculose para a Cruz Vermelha no Equador entre 1950 e 1951.

Em 1951, juntou-se à OMS e passou perto de 10 anos na Índia na qualidade de responsável vinculado ao Programa nacional indiano de luta anti-tuberculose. Foi nomeado chefe da Unidade Tuberculose na Sede da OMS à Genebra em 1962, em seguida em 1969 Director da análise de sistemas para os projectos.

Sob a direcção do Dr. Mahler, a OMS desenvolveu os projectos visando à reforçar os serviços de saúde fundamentais – estes projectos foram percursores dos programas oficiais a favor dos cuidados de saúde primários que se seguiram. O Dr. Mahler, em seguida, foi eleito Director geral da Organização em 1973. No curso do mesmo ano, o Conselho executivo publicou um relatório intitulado Estudo orgânico sobre os métodos à empregar para promover o desenvolvimento dos serviços de saúde de base, que marcou o início da procura de um equilíbrio entre a abordagem vertical (contra uma única doença) e a abordagem horizontal (fundada sobre os sistemas de saúde).

Em 1975, a OMS e a UNICEF produziram um relatório conjunto, intitulado Como responder às necessidades sanitárias fundamentais das populações nos países em via de desenvolvimento, que estudava os êxitos dos programas de cuidados de saúde primários e conduziu a OMS a rever a sua abordagem dos cuidados de saúde primários.

No ano seguinte, o Dr. Mahler lançava o objectivo de “A saúde para todos daqui ao ano 2000” aquando da Assembleia mundial da Saúde. Foi reeleito Director geral em 1978 e a OMS lançou a sua Estratégia mundial da saúde para todos daqui ao ano 2000 em 1979. Alguns elementos chaves desta estratégia se encontram sempre nos esforços que desenvolveu a OMS para ajudar os países à alcançar a cobertura sanitária universal.

O Dr. Mahler conduziu à seu termo o combate empreendido pelo seu predecessor, o Dr. Marcolino Candau, supervisionando a erradicação da varíola. Este triunfo esteve na origem da criação do Programa alargado de vacinação. Durante os seus três mandatos de 5 anos em que o Dr. Mahler ocupou o posto de Director geral, a taxa de vacinação das crianças no mundo passou de 5% para 50%.

Em muitas questões, o Dr. Mahler se exprimia sem desvio, chamando a atenção contra a falta de higiene, os regimes na moda, os medicamentos com etiquetagem enganadora, e a dependência no que diz respeito às tecnologias sanitárias custosas, defendendo vigorosamente as políticas visando à encorajar o aleitamento materno. A primeira edição da Lista modelo de medicamentos essenciais da OMS foi outrossim publicada sob a sua direcção.

Após ter abandonado a OMS, o Dr. Mahler consagrou aos direitos em matéria de saúde reprodutiva e ao planeamento familiar. Dirigiu a Federação internacional para o planeamento familiar até 1985.

DR. HIROSHI NAKAJIMA (Japonês).Foi o quarto Director geral da OMS. Assumiu as suas funções de 1988 à 1998.

No decurso do primeiro mandato do Dr. Nakajima, a OMS lançou as campanhas de luta contra a poliomielite, o paludismo, a dengue, a doença do verme de Guiné, entre outras doenças infecciosas. Entre os programas notáveis implantados aquando do seu segundo mandato, figuram a estratégia de luta contra a tuberculose DOTS (para um tratamento standard de breve duração sob vigilância directa); a iniciativa para a assunção de encargo integrada das doenças da criança e a expansão do Programa mundial para a vacinação da criança.

O Dr. Nakajima nasceu a 16 Maio 1928 à Chiba (Japão) e faleceu a 26 Janeiro 2013, à Poitiers (França).

O Dr. Nakajima fizera os seus estudos de medicina em Tokyo Medical College, onde tinha obtido o seu diploma de licenciado em medicina em 1955 e um doutoramento em ciências médicas em 1960.

DR. GRO HARLEM BRUNDTLAND (Norueguesa)

A Dra. Gro Harlem BRUNDTLAND assumiu as suas funções de Director geral da OMS a 21 Julho 1998. Nasceu à Oslo (Noruega) a 20 Abril 1939.

Médica, titular d’um Master em Saúde pública (MPH), a Dra. Gro Harlem BRUNDTLAND trabalhou dez anos como médica e especialista no sistema de saúde pública norueguês. Durante mais de 20 anos, ela ocupou funções oficiais, do qual o cargo de Primeiro Ministro durante 10 anos. Na década dos anos 80, adquiriu uma notoriedade internacional defendendo o princípio do desenvolvimento sustentável na Presidência da Comissão mundial sobre o meio ambiente e o desenvolvimento (a Comissão BRUNDTLAND).

No início, a Dra. Brundtland não desejava fazer carreira nem no âmbito do ambiente nem na política, ela queria ser médica, como o pai. Este era especialista em readaptação, disciplina muito solicitada após a Segunda Guerra Mundial. Aos dez anos, Gro Harlem mudou com a família aos Estados Unidos, seu pai tendo obtido uma bolsa de estudos da Fundação Rockefeller. Deste modo, ia germinar e desabrochar a vocação internacional da jovem Gro.

A Dra. Brundtland herdou do pai uma outra paixão, a do militantismo político. Aos 7 anos era já membro da secção crianças do Movimento trabalhista norueguês, ao qual ela permaneceu fiel desde então, conduzindo o Partido trabalhista à vitória por três vezes seguidas.

A sua sensibilização aos problemas mundiais, nascida na sua infância, se desenvolveu quando, jovem mãe e jovem médica, Gro Harlem Brundtland se viu outorgada oficialmente uma bolsa de estudos pela Havard School of Public Health. É neste idóneo estabelecimento, relacionando-se com eminentes especialistas da saúde pública, que a Dra. Brundtland começou a dilatar a sua visão da saúde, para além dos limites do mundo médico, às questões do meio ambiente e do desenvolvimento humano.

De regresso à Oslo, no Ministério da Saúde, em 1965, a Dra. Brundtland ia conhecer nove anos muito movimentados. No Ministério, ela trabalhou sobre a saúde das crianças, designadamente sobre o aleitamento materno, a luta contra o cancro e outras doenças. Ela trabalhou no Serviço das crianças doentes do Hospital nacional e no Hospital da Cidade de Oslo e ela foi nomeada Directora dos Serviços de Saúde escolar de Oslo. Ela conduziu a sua carreira profissional, educando simultaneamente os seus filhos e representando a Noruega em conferências internacionais.

A sua energia, o seu entusiasmo e o seu comprometimento foram relevantes para a fazer outorgar a sua carreira, um percurso inesperado. Em 1974, a Dra. Brundtland viu-se oferecer o cargo de Ministro do Ambiente. Inicialmente reticente, estimando que lhe faltava experiência no domínio do ambiente, entretanto, a sua forte convicção que saúde e ambiente estavam intimamente ligadas, lhe fez mudar de opinião.

No decurso dos anos 70, ela forjou uma reputação internacional nos meios do meio ambiente e se afirmou na cena política nacional. Em 1981, com 41 anos, ela era nomeada Primeiro Ministro da Noruega, sendo então a primeira mulher a ocupar este relevante cargo. Com dois outros mandatos, em 1986-1989 e 1990-1996, ela permaneceu mais de 10 anos à frente do Governo do seu país, a Noruega.

Ao longo da sua carreira política, a Dra. Brundtland interessou-se sobremaneira pelos problemas de relevância mundial. Em 1983, o Secretário geral das Nações Unidas de então, a convidou à criar e presidir a Comissão mundial sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento. A comissão, sobretudo conhecida por ter forjado o conceito político de global “desenvolvimento sustentável”, publicou o seu relatório O nosso Futuro para todos em Abril 1987.

As recomendações da Comissão conduziram, em 1992 à Rio de Janeiro, da Cimeira da Terra, ou Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (CNUED).

A Dra. Brundtland demitiu-se finalmente do cargo de Primeiro Ministro em Outubro 1996. As suas numerosas competências – de médica, responsável política, militante e de gestor – lhe valeram se tornar no novo Director geral da Organização mundial da Saúde.

Em janeiro 1998, o Conselho executivo da OMS propunha a Dra. Brundtland para o cargo de Director geral. A 13 Maio 1998, ela era eleita para este cargo pela Assembleia mundial da Saúde.

No seu primeiro discurso na Assembleia da Saúde, a Dra. Brundtland declarava: “Qual é a nossa missão essencial? Incumbe, me parece, à OMS, velar ao respeito da moral e de assumir a direcção técnica para melhorar a saúde de todos os povos do mundo. Devemos ser capazes de dar pareceres sobre as questões chaves das quais dependem o desenvolvimento e a redução dos sofrimentos. O nosso objectivo é para mim combater a doença e a má saúde – pela promoção de sistemas de saúde duradouras e equitativas em todos os países”.

DR. LEE JONG-WOOK (Sul-Coreano—1945-2006)

A 28 Janeiro 2003, o Conselho executivo da Organização mundial da Saúde, propôs nomear LEE Jong-WOOK Director geral da Organização e foi eleito neste cargo pelos Estados Membros da OMS a 21 Maio do mesmo ano para um mandato de cinco anos.

Antes de aceder ao cargo de Director geral, o Dr. Lee tinha sido um dos principais chefes de orquestra da luta contra duas maiores ameaças para a saúde e o desenvolvimento no mundo: a tuberculose e as doenças da criança à prevenção vacinal. Nomeado Director do Departamento da OMS Alto à tuberculose em 2000, e, então assumidamente vigoroso, pela sua experiência à frente do Programa mundial para as vacinas e a vacinação, o Dr. LEE organizou rapidamente uma sociedade reconhecida no mundo inteiro como uma dos mais frutuosos e dos mais dinâmicos entre os sectores público e privado, no domínio da saúde: A Sociedade mundial Alto à tuberculose. Tendo sabido, segundo o Boston Globe, reunir um consenso e “levar forças outrora hostis à trabalhar juntos” pelo seu papel mobilizador e o seu savoir-faire político, o Dr. LEE supervisionou a formação de uma coligação tão notável e quão complexo entre mais de 250 parceiros internacionais – Estados Membros da OMS, doadores, ONG, industriais e fundações.

A acção do Dr. LEE nos domínios da luta contra a tuberculose e da vacinação reflecte a importância estratégica que acordava às intervenções sanitárias que contribuem à reabsorver a pobreza. Acelerando as operações conduzidas para alcançar os objectivos mundiais, em matéria de luta anti-tuberculose e vacinação, inclusive para erradicar a poliomielite, contribuiu de modo notável, à realização dos objectivos do Milénio para o desenvolvimento. Pouco tempo após ter assumido a chefia do Departamento Alto à tuberculose, criou o Dispositivo mundial para o aprovisionamento em medicamentos a fim de facilitar o acesso aos antituberculosos. Graças ao apoio financeiro generoso de vários organismos multilaterais, governos e fundações, o Dispositivo fez a prova da sua eficácia e passa cada vez mais, a constituir um modelo para imitar no atinente ao alargamento para o acesso aos medicamentos contra outras doenças da pobreza como o VIH/SIDA e o paludismo.
Privilegiando a acção e as iniciativas dos países, o Dr. LEE tem, desde o início da sua carreira, assumido para princípio que são os resultados que contam. Quando ele dirigiu as iniciativas para a erradicação da poliomielite no Pacífico ocidental, entre 1990 e 1994, o número de casos declarados de poliomielite passou de 5 963 à 700 na Região. Em 1994, entrou na Sede da OMS à Genebra na qualidade de Director do Programa mundial da OMS para as vacinas e a vacinação (GPV) e Secretário executivo da Iniciativa para as vacinas da infância, campanha mundial para afinação de vacinas novas (ou melhorá-las) destinadas às crianças. Fez-se rapidamente uma reputação de líder visionário e administrador rigoroso. Cognominado “Senhor vacinação” pelo magazine Scientific American, em 1997, esteve na origem de uma série de mudanças estratégicas no seio do programa GPV, designadamente a abertura à colaboração com a indústria, a reorientação da missão do programa à curto termo, médio termo e longo termo, a obtenção de fundos suplementares – o orçamento passou de $15 milhões em 1994 à perto de $70 milhões em 1998 —, e reformas administrativas visando à garantir a excelência técnica do pessoal e à nomear uma enorme proporção de mulheres nos cargos da categoria profissional.
Em 1998, recrutado no seio da nova equipa dirigente da OMS como Conselheiro principal em políticas junto do Director geral, assumiu uma parte activa no processo de reforma da Organização, e permaneceu resoluto em apoiar os Estados Membros, reforçando a estrutura da OMS nas Regiões e nos países. Na qualidade de Representante especial do Director geral, se viu confiar várias iniciativas cruciais, designadamente no Corno da África e em Timor oriental.

O Dr. LEE conhecia, sem dúvida, melhor a OMS que muitos de outros após 20 anos de serviço nos domínios técnicos e de gestão à todos os níveis da Organização – nos países, ao nível regional e na Sede. Ele começou a sua carreira na OMS em 1983 enquanto consultor para a lepra no Pacífico Sul e foi nomeado um ano mais tarde chefe de equipa para a luta anti-tuberculose no Pacífico Sul. Em 1986, foi recrutado para o Departamento regional OMS do Pacífico ocidental, à Manila, primeiramente no seio do programa regional contra a lepra como Conselheiro regional para as doenças crónicas.

Desde a tomada de função do Dr. LEE enquanto Director geral, etapas decisivas foram franqueadas pela Organização em matéria de saúde pública, com a ratificação da Convenção-quadro para a luta antitabágica (o primeiro tratado de saúde pública negociado sob os auspícios da OMS), a adopção do Regulamento sanitário internacional revisto em 2005 e a direcção da acção contra a gripe aviária, o tsunami na Ásia e o sismo no Paquistão.

Como Director geral deu o impulso necessário para a preparação de várias publicações marcantes cujo fim era fazer reagir em alguns dos principais problemas de saúde aos quais é confrontado o mundo presentemente, designadamente as relações sobre a saúde no mundo que aparecem anualmente dos quais os últimos foram consagrados às desigualdades no tratamento do SIDA (2004): aos sofrimentos e à mortalidade das mulheres grávidas e das crianças – damos a sua oportunidade à cada mãe e à cada criança (2005): e à crise de pessoal de saúde que existia na maioria dos países em desenvolvimento (2006). O relatório 2007 terá por tema a saúde e a segurança e insistirá sobre a reação essencial entre saúde, paz e segurança humana.

Antes de trabalhar para a OMS, o Dr. LEE tinha exercido dois anos no Centro de Medicina tropical LBJ das Samoa americanas. Oriundo da República de Coreia, era titular de um doutoramento em medicina da Universidade nacional de Seul e de um mestrado de saúde pública da Universidade de Hawai.

O Dr. LEE nasceu a 12 Abril 1945 em Seul (Coreia do Sul) e faleceu a 22 Maio 2006 na sequência de “uma breve doença”. Era casado e pai de um filho. Tinha uma irmã e dois irmãos.

DR. ANDERS NORDSTROM (Sueco)

O Dr. Anders NORDSTROM foi Director geral interino da OMS de 23 Maio 2006 à 3 Janeiro 2007. Foi nomeado neste cargo pelo Conselho executivo, na sequência do falecimento súbito do Dr. LEE Jong-Wook (Director geral), a 22 Maio 2006. NORDSTROM era então, Director geral adjunto, encarregado da Administração.

O Dr. NORDSTROM nasceu na data de 9 Março 1960.

Após ter obtido a sua licenciatura em medicina no Instituto Karolinska (Suécia), o Dr. NORDSTROM adquiriu uma experiência profissional que cobre o desenvolvimento sobre o terreno, a política e o planeamento sanitário ao nível nacional e internacional, assim como a direcção estratégica.

As suas primeiras missões internacionais foram no Camboja para a Cruz-Vermelha sueca, e no Irão, para o Comité internacional da Cruz-Vermelha. Trabalhou doze anos para a Agência sueca para o desenvolvimento internacional, tendo designadamente passado três anos em Zâmbia como Conselheiro regional e quatro anos à frente da Divisão da Saúde da Agência, à Estocolmo. No decurso deste período, a Agência sueca geria programas para o desenvolvimento da saúde e a redução da pobreza em dezoito países de África, América latina e Ásia, em estreita colaboração com instituições das Nações Unidas e outras organizações internacionais.

Em 2002, foi Director executivo interino do Fundo mundial de luta contra o Sida, a tuberculose e o paludismo. Neste cargo, estabeleceu as fundações da estrutura actual deste Fundo, administrando o Secretariado e preparando os planos de trabalho, o orçamento e o recrutamento. Antes de entrar na OMS, participou activamente no diálogo sobre a política sanitária mundial, mais particularmente no que diz respeito aos sistemas de saúde e os recursos humanos.

O Dr. NORDSTROM assumiu as suas funções de Director geral Adjunto encarregado da Administração em Julho 2003, com para missão contribuir, para a implantação das ideias do Dr. LEE, visando tornar a Organização mais eficaz e mais eficiente e lhe outorgar os meios de “fazer o que for necessário, ali onde o for necessário”. Em estreita colaboração com os seus colegas na Sede, nas regiões e nos países, assim como com os Estados Membros e os parceiros, ele reforçou os procedimentos do planeamento de orçamentação, melhorou a gestão dos recursos humanos e velou para uma maior transparência e responsabilização.

Foi outrossim, ulteriormente, nomeado Director Geral Assistente da OMS para Sistemas e Serviços de Saúde, sendo uma de suas principais contribuições o avanço da política de mão de obra nos serviços de saúde, especialmente em países de baixo rendimento.

O Dr. NORDSTROM foi, posteriormente, Director Geral da Agência Sueca de Cooperação internacional para o Desenvolvimento de Janeiro de 2008 a Maio 2010. Foi demitido como chefe do Sida em Maio 2010, num ambiente de controvérsias sobre fraude e corrupção no programa de ajuda ao desenvolvimento da agência na Zâmbia, com o Dr. NORDSTROM salientando a atenção pela falta de gestão adequada. . .

A despeito dos eventos de 2010, em Abril 2012, a Suécia o nomeou como o declarado “primeiro embaixador global da saúde no mundo”.

Em Abril 2015, após um mandato como Embaixador da Suécia para Saúde Global, NORDSTROM foi nomeado de volta à OMS como representante do país da organização em Serra Leoa.

DRA. MARGARET CHAN (Chinesa)

A Dra. Margaret CHAN, oriunda da República popular de China obteve o seu diploma de medicina na University of Western Ontário (Canadá). O seu ingresso no Departamento da Saúde de Hong Kong em 1978 marcou o início da sua carreira na saúde pública.

Em 1994, a Dra. Chan foi nomeada Director da Saúde de Hong Kong. Durante os 9 anos neste cargo, ela implantou novos serviços de prevenção e de promoção da saúde. Ela está identicamente na origem de novas iniciativas destinadas à melhorar a vigilância e a acção no domínio das doenças transmissíveis, à reforçar a formação dos profissionais da saúde pública, e à estreitar os elos de colaboração aos níveis local e internacional. Ela combateu com êxito, a explosão de gripe aviária e do síndroma respiratório agudo severo (SRAS).

Ingressou na OMS em 2003. A Dra. Chan ocupou inicialmente o cargo de Directora do Departamento Protecção do meio ambiente humano. Em junho 2005, ela foi nomeada Directora das Doenças transmissíveis: vigilância e acção e Representante do Director geral encarregada da gripe pandémica. Em Setembro 2005, ela foi nomeada Directora geral adjunto encarregada do Grupo Doenças transmissíveis.
A Dra. Chan foi eleita Director geral da OMS a 9 Novembro 2006. Ela foi reconduzida para um segundo mandato de 5 anos aquando da Sessenta quinta Assembleia mundial da Saúde, em Maio de 2012. O seu mandato iniciou no 1º Julho 2012 e terminou a 30 Junho 2017.

Apelo da OMS para luta contra novo coronavírus

E, em jeito de Remate assertivo:

Mensagem da OMS à todos os países sobre o coronavírus:“Testem, testem, testem”

Perante ao agravamento da pandemia do coronavírus/Covid-19, o Director geral da Organização mundial da saúde (OMS), o Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, solicitou na Segunda-feira à todos os países no mundo de instalar os testes de despiste como melhor meio de abrandar a progressão desta pandemia.

A agência onusiana advertiu que a pandemia de Covid-19 só será travada se (se) chega saber quem está infectado pelo vírus.

“Não podeis combater um incêndio com os olhos vendados. “Testam, testam, testam”, alerta o Dr. Tedros aquando de uma conferência de imprensa à Genebra.
Aos países que não testam sistematicamente todos os pacientes suspeitos de estar infectados pelo novo coronavírus, a mensagem do chefe da OMS assume clara: Testem cada suspeito de COVID19. “Uma vez mais, a mensagem chave: testem, testem, testem. Trata-se de uma doença grave”, repetiu.

É a crise sanitária mundial mais importante da nossa época – Dr. Tedros
Para a OMS, a nova doutrina é testar cada caso suspeito. “Se são positivos, isolá-los e descubra com quem estiverem em contacto estreito até dois dias antes do aparecimento dos sintomas e testem identicamente estas pessoas”, acrescentou.
Diariamente, novos testes são produzidos para responder à procura mundial. E a OMS indica ter expedido aproximadamente 1,5 milhão de testes para aqueles que têm necessidade”, declarou Dr. Tedros.

O coronavírus matou 6 470 pessoas no mundo e o número de casos de contaminação se estabelecia na tarde da Segunda-feira à 164 837 casos recenseados no mundo.

O Ponto de partida da epidemia, a China permanece o país que registou o maior número de mortos (3 218), no entanto, é na Europa que a epidemia progride rapidamente, com 2 315 óbitos, a maior parte na Itália e Espanha, onde o número de contaminações recenseadas deu um pulo, com 2 000 casos suplementares em 24 horas.

E existe doravante mais de óbitos recenseados algures no mundo (3 252) que na China (3 218 mortos) que parece ter doravante travado a propagação do vírus (27 novas contaminações no Domingo).

“É a crise sanitária mundial mais importante da nossa época”, reconheceu, aliás o chefe da OMS, relevando que os dias, as semanas e os meses vindouros serão “um teste da nossa determinação, um teste da nossa confiança na ciência e um teste de solidariedade”. “Crises como Covid-19 têm tendência à fazer sobressair o melhor e o pior da humanidade”, acrescentou Dr. Tedros.

A OMS sublinha ter verificado, no decurso da última semana, “uma escalada rápida dos casos de Covid-19.”Temos verificado uma escalada rápida das medidas de distanciação social, como o encerramento de escolas e a anulação de eventos desportivos e outros ajuntamentos. Entretanto, não temos visto de escalada assaz urgente nos testes, isolamento e a procura de contactos, que constituem o pilar da resposta perante ao vírus”, fez valer Dr. Tedros.

Para a agência da OMS sediada à Genebra, as medidas de distanciação social podem contribuir para reduzir a transmissão e permite aos sistemas de saúde enfrentar a pandemia. Lavar as mãos e tossir no cotovelo podem outrossim reduzir o risco para si próprio e para os outros. No entanto, elas sozinha não bastam para extinguir a pandemia, prossegue a OMS. “É a combinação que faz a diferença. Como não canso de dizer, todos os países devem adoptar uma abordagem global”, fez notar Dr. Tedros.

Neste combate contra o novo coronavírus, a OMS aconselhe que todos os casos confirmados, mesmo os casos benignos, sejam por conseguinte isolados nos estabelecimentos de saúde, a fim de prevenir a transmissão e de fornecer cuidados adequados. Mesmo se ela reconhece que numerosos países já ultrapassaram a sua capacidade do encargo, os casos benignos por um pessoal especializado, a agência da OMS insiste sobre a importância de dominar as cadeias de transmissão.
Neste sentido, a OMS lembra que as pessoas infectadas podem contaminar outras pessoas após ter cessado se sentir doentes. Eis porque, estas medidas de isolamento devem ser mantidas durante pelo menos duas semanas após o desaparecimento dos sintomas.

Demais, no atinente ao perfil das pessoas à risco, a OMS quer ir para além das algumas tendências. “Baseando-se nos dados dos quais dispomos indicam que as pessoas de mais de 60 anos estão mais expostos”, releva Dr. Tedros, não sem lembrar que “crianças morreram” outrossim.

E ante a saturação dos hospitais, a OMS estima que os países deviam dar “a prioridade aos pacientes idosos e àqueles que sofrem de doenças subjacentes”. Alguns países incrementaram, aliás, a sua capacidade, utilizando estádios e ginásios para tratar os casos ligeiros enquanto os casos graves e críticos sendo tratados nos hospitais.

Para tanto, a OMS alerta sobre a opção que consiste à isolar e à tratar pacientes considerados como atingidos de Covid-19 ligeiro. “O encargo das pessoas infectados no domicílio pode colocar em perigo os outros membros do lar”, insistiu o chefe da OMS, acrescentando que é por conseguinte essencial que os cuidadores sigam os conselhos da OMS sobre o modo de fornecer cuidados nas melhores condições de segurança possíveis. “Até agora, temos verificado epidemias nos países de sistemas de saúde avançados. Todavia, mesmo eles tiveram mal à enfrentar a situação”, acrescentou.

No atinente ao financiamento, mais de 110 000 pessoas já contribuíram com aproximadamente 19 milhões de dólares ao Fundo de solidariedade lançado na última Sexta-feira.

De modo geral, o patrão da OMS, diz tocado e sensibilizado pelos vídeos de pessoas aplaudindo, os trabalhadores da saúde desde o seu balcão, ou por estas narrativas de pessoas propondo fazer marchas para os idosos.

“Este extraordinário espírito de solidariedade humana deve tornar-se ainda mais contagioso que o próprio vírus. Conquanto devamos estar fisicamente separados uns dos outros durante um certo tempo, pudemos reunir como nunca antes”, disse, relevando que neste combate contra o vírus, “estamos todos no mesmo barco”. “E apenas podemos conseguir com êxito, juntos”, concluiu Dr. Tedros.

Versão portuguesa de
Francisco FRAGOSO (Médico)
SOURCE ONU Info (/fr/)

Feito em Lisboa, na data de 29 Março 2020

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