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Dom Arlindo Furtado alerta para “o problema social grave da sociedade” marcada pela trivialidade e banalidades 02 Abril 2018

O cardeal Dom Arlindo Furtado considerou hoje,01, a ressurreição de Jesus Cristo como o acontecimento mais extraordinário da história, referenciando a Páscoa como a maior festa cristã.

Dom Arlindo Furtado alerta para “o problema social grave da sociedade” marcada pela trivialidade e banalidades

Dom Arlindo Furtado alertou ainda, na sua homília na Pró-Catedral da Praia, para “o problema social grave que a sociedade contemporânea enfrenta, marcada por trivialidade e banalidades.

O chefe da Igreja católica cabo-verdiana foi explico ao ressalvar que na “ nossa sociedade, neste tempo de cultura “light”, as pessoas tendencialmente sofrem a influência de se preocupar em apenas com o superficial, fugindo o compromisso do sentimento”, e que precisa-se de protagonistas para assumir o seu papel e a sua responsabilidade.

Dom Arlindo Furtado mostrou preocupado com o facto de “na nossa sociedade vivermos uma negatividade preocupante”, argumentando que se está a viver numa sociedade em que começa a ter crise de Homens, varões de corpo inteiro, e critica o facto deste mal estender-se a crianças e adultos que se ocupam de “trivialidades, banalidades, futilidades”, coisas consideradas pelo líder religiosos com “sem consistência para o presente e sem perspectiva do futuro”.

Nesta perspectiva, assegura tratar-se de um problema social grave que deve ser enfrentado por todos, quando a seu ver os cristãos têm uma missão especial, tendo lançado um apelo forte às mulheres a fazer uso das suas capacidades no sentido de exercer a generosidade e a compaixão e ajudarem a Igreja e a sociedade a educar melhor “os rapazes, homens, maridos, filhos e companheiros” nesta atitude de complementaridade.

O cardeal Dom Arlindo Furtado recomendou a todas às instâncias de autoridades com poder de decisão e de intervenção a trabalharem para o equilíbrio, para que juntos possam dar uma testemunha mais credível da vida em Jesus Ressuscitado, de forma que todos sejam chamados à dignidade.

“Não permitamos jamais que o mundo nos queira distrair e desviar da pessoa de Jesus Cristo, a chave da nossa existência, do nosso presente, do nosso futuro e da nossa identidade”, alerta Dom Arlindo Furtado, que, parafraseando o Papa Francisco, acautelada a todos “a não se deixarem que a vida se esvazie da positividade e a não permitir jamais que o mundo nos queira distrair e desviar da Pessoa de Jesus Cristo”

Com o templo apinhado de cristão e fieis, o que já é prática notória por estas altura, o Bispo da Diocese de Santiago de Cabo Verde considera que “tudo isso termina com a vitória sobre a morte, a ressurreição”, com o argumento de que Deus quis assumir a nossa humanidade, para assumir sobre si a humanidade real, com o seu sofrimento e limitações para vencer a morte”.

O Cardeal considerou que “a celebração da Páscoa não é apenas a recordação da ressurreição de Jesus, mas sim a assunção do destino pessoal e colectivo do Homem”, tendo sublinhado que aquele que se identifica com Jesus e que deixa que Cristo seja o guia da sua vida, deve estar certo de que todos os obstáculos da vida serão ultrapassados, incluindo a morte.

Fez questão de aconselhar “que não se deve permitir, jamais, que aqueles que vivem no eclipse existencial (…) possam ter uma influência decisiva nas nossas atitudes e no nosso comportamento”, chamando a atenção de que este papel pertence unicamente a Jesus Cristo, enquanto o caminho, a verdade e a vida.

O Domingo de Páscoa, segundo a tradição católica, encerra as celebrações da Semana Santa, cuja data marca a ressurreição de Jesus Cristo no terceiro dia após a sua morte e crucificação no Gólgota de Jerusalém e afigura-se como a concretização da promessa de Jesus de uma nova vida junto a Deus. Fonte: Inforpress

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