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Doze milhões de contos é o valor global da dívida dos clientes – PCA da Electra 22 Fevereiro 2022

Doze milhões de contos é o valor global da dívida das empresas, públicas e privadas, e os particulares para com a Empresa de Electricidade e Água (Electra), revelou hoje o presidente do conselho de administração, Luís Teixeira.

Doze milhões de contos é o valor global da dívida dos clientes – PCA da Electra

Segundo a Inforpress, a revelação foi feita na Cidade da Praia no acto de assinatura de um protocolo com o Clube Desportivo os Travadores, precisando que esta dívida está repartida entre as contas domésticas, o Estado, as empresas públicas e privadas, a que juntam os municípios, “que também fazem parte da lista dos principais devedores da Electra”.

Em relação à dívida do Estado adiantou que a empresa está a criar outras ferramentas para a redução da dívida, através de mecanismos de pagamentos de facturas.

“A dívida está a tornar-se insustentável, estamos a falar de valores que chegam a 12 milhões de contos, que se juntam às receitas nas perdas de electricidade, que são mais de 2,8 milhões de contos por ano”, frisou.

Num comunicado divulgado a 18 de Fevereiro, o conselho de administração da Electra informou que “o elevado número de clientes com facturas de energia eléctrica por liquidar está a causar enormes dificuldades na gestão e sustentabilidade da empresa e de todo o sector energético”.

A empresa considerou que a “situação é muito mais grave e preocupante” por os devedores serem “grandes clientes, empresas públicas e privadas, serviços autónomos de água, indústria, sector hoteleiro, indústria de panificação, supermercados, centros comerciais e oficinas”.

Em relação ao roubo de energia, disse que, segundo os dados de 2021, há uma perda de mais 25,5 por cento (%) de energia, que representa mais 2,8 milhões de contos por ano.

“Tudo isto é energia que estamos a perder, que é facturada e não cobrada, o que está a pôr em causa a sustentabilidade do sector eléctrico, da produção até a disponibilização de serviços”, advertiu Luís Teixeira.

Para combater este “mal”, o responsável adiantou que a empresa vai se juntar a outros parceiros e instituições, nomeadamente a Polícia Nacional, o IGAE, no sentido de “usar forças e medidas mais duras, porque só assim é que vamos conseguir vencer este crime”.

Por outro lado, questionado se estas situações podem influenciar no processo de privatização da empresa, Luís Teixeira esclareceu que se trata de um processo que está a ser liderado pelo Governo, que é o principal accionista, conclui a fonte deste jornal.

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