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ENTREVISTA: FMI/Previsões: Turismo ajuda recuperação de Cabo Verde 18 Outubro 2022

O chefe de divisão no Departamento Africano do Fundo Monetário Internacional (FMI) considerou hoje que Cabo Verde está a recuperar da recessão de 2020 e acrescentou que o impacto da guerra na Ucrânia está relativamente contido no arquipélago.

ENTREVISTA: FMI/Previsões: Turismo ajuda recuperação de Cabo Verde

"Depois de uma contração de quase 15% em 2020, a economia recuperou, com um crescimento de 7% em 2021, sustentado no regresso dos turistas", disse Luc Eyraud, o diretor do departamento que produz as Perspetivas Económicas Regionais para a África subsaariana, divulgadas na semana passada no âmbito dos Encontros Anuais do FMI e do Banco Mundial.

"O país foi afetado pelo impacto do ambiente económico mundial, especialmente no aumento dos preços da energia e dos alimentos, com a inflação a aumentar para 8,7% em agosto e o aumento no custo de vida a dificultar os grupos mais vulneráveis", acrescenta Luc Eyraud na entrevista à Lusa, na qual salientou, no entanto, que "o impacto macroeconómico mais geral do choque foi relativamente contido devido à limitada exposição económica do arquipélago à Rússia e à Ucrânia".

Para o economista do FMI, a economia de Cabo Verde continua muito ligada ao turismo, o que explica que a recuperação se tenha fortalecido no primeiro semestre do ano devido ao aumento do número de passageiros a desembarcar no arquipélago.

"O setor dos serviços continuou a recuperar, apoiado pela chegada de turistas; o défice da balança corrente deverá ter, por isso, sido reduzido na primeira metade do ano devido às receitas deste setor", conclui.

O Fundo Monetário Internacional reviu em baixa a previsão de crescimento para a África subsaariana, estimando agora um crescimento de 3,6% e 3,7% neste e no próximo ano, com a inflação a subir para 14,4%.

"Na África subsaariana, a perspetiva de crescimento é ligeiramente pior que a previsão de julho, com um declínio, de 4,7% em 2021, para 3,6% e 3,7% em 2022 e 2023, respetivamente, o que representa revisões em baixa de 0,2 e 03 pontos percentuais", lê-se no relatório sobre as Previsões Económicas Mundiais, divulgado em Washington no âmbito dos Encontros Anuais do FMI e do Banco Mundial.

Esta revisão em baixa "reflete o crescimento mais baixo dos parceiros comerciais, as condições financeiras e monetárias mais restritivas e uma mudança negativa nos termos do comércio das matérias-primas", acrescentam os economistas do FMI, que estimam um crescimento mundial de 3,2% este ano, menos 0,2 pontos percentuais que a previsão de julho, e um abrandamento para 2,7% em 2023.

Para Cabo Verde, o Fundo estima um crescimento de 4% este ano e 4,8% em 2023.

A Semana com Lusa

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