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Música: Djodje dedica álbum “Mininu di Oru” ao povo cabo-verdiano 23 Novembro 2021

O músico Djodje disse hoje à Inforpress que o seu mais recente e quinto álbum “Mininu di Oru” (Menino de Ouro) marca a comemoração dos seus 20 anos de carreira, um trabalho dedicado ao povo cabo-verdiano.

Música: Djodje dedica álbum “Mininu di Oru” ao povo cabo-verdiano

Sobre o álbum, Djodje explicou que é uma fusão moderna entre a música contemporânea que se faz em África e a música tradicional cabo-verdiana, não perdendo a vertente pop que o caracteriza.

“São 15 faixas onde pude contar com a colaboração de vários autores, compositores e artistas como Alberto Konig, Mário Marta, Dieg, Ga da Lomba, Lbeatz, Gerson Marta, Emicida, Julinho Ksd, Deejay Télio, Elji Beatzkilla, Ricky Man, Ndu Carlos, Manu Reis, Irina Barros, Kady, Elvis Snakee e Dodas Spencer, entre outros (…) como podem ver, a lista é extensa”, declarou o artista.

O músico afirmou ainda que algumas músicas deste álbum, que surge nove meses após a realização de um “production camp”, já têm videoclipe, mas que está a trabalhar para que todas as faixas tenham conteúdo visual.

Djodje disse ainda que o primeiro show com as músicas deste novo trabalho discográfico será em 2022, “com certeza”.

Quanto aos 20 anos de carreira, Djodje faz um balanço “muito positivo”, segundo disse, pois tem conseguido alcançar os seus objectivos e sente que ainda “há muita coisa por fazer e muitas portas por abrir”.

O artista afirmou que desde “N’krê voltá” (quero voltar), música que o fez ser conhecido em 2001 até esta parte, ganhou “mais maturidade, experiência e conhecimento”, mas que o amor pela música mantém-se igual.

“Este é o meu quinto álbum a solo e todos cumpriram o seu objectivo nas fases em que saíram”, prosseguiu o artista, completando que a sua maior motivação vem da sua família, seus amigos e fãs que sempre o apoiaram.

O seu maior parceiro, prosseguiu, é a Broda Music, produtora da qual também, fazem parte os artistas Ricky Man, Kady e Mário Marta, e todos que, de uma forma directa ou indirecta, trabalham com eles.

Questionado sobre o porquê das suas viagens por ritmos modernos, mas sempre com toques do tradicional cabo-verdiano, Djodje respondeu que “gosta muito” da música tradicional cabo-verdiana, mas que não deixa de ser um cidadão global, que “gosta de inovação”.

Instado a comentar se acha que estes 20 anos de carreira são tempo suficiente para se considerar um grande nome desta geração da música cabo-verdiana, Djodje respondeu: “Quem tem que fazer essa consideração é o público e não eu, mas, como se diz, 20 anos não são 20 dias”.

Pedido para falar da situação actual da música cabo-verdiana, o artista afirmou que no que toca aos artistas e a música em si enquanto arte acha que se está “num bom caminho” e que sente que, cada vez mais, se quer estar em sintonia com o que se faz a nível internacional.

“No que toca à política para o sector eu não sinto que realmente haja uma agenda estratégica voltada para a profissionalização e industrialização do mercado musical cabo-verdiano”, sintetizou o artista, que considerou que a abordagem dos órgãos institucionais ainda é “muito informal” e que vêem a música e a arte em geral “simplesmente como forma de entretenimento”.

Daqui a mais 20 anos, Djodje disse querer estar fazer música, “com certeza”, mas, até lá, espera já ter concretizado alguns dos vários projectos que pretende pôr em prática “o mais breve possível”.

Com a pandemia da covid-19, o artista notou que os concertos reduziram-se “drasticamente”, mas, ressaltou que, por outro lado, também pôde se focar mais na produção e criação musical. A Semana com Inforpress

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