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EUA: 44 anos depois, assassino de namorada grávida confessa face ao ADN 03 Abril 2021

Os restos mortais da adolescente grávida foram encontrados em três locais ao longo da estrada interestadual entre Nova Iorque e Filadélfia. A polícia de Filadélfia, a uns 150 quilómetros de Nova Iorque, recolheu as três malas atiradas do alto do viaduto para as margens do rio. Durante 44 anos, a instituição viveu a frustração de não ter resolvido o duplo homicídio da grávida de 15 anos. Esta quarta-feira, 31, a polícia da capital da Pensilvânia chamou a imprensa para anunciar a detenção do homicida, que por fim confessou o hediondo crime. "A Genealogia fez a diferença".

EUA: 44 anos depois, assassino de namorada grávida confessa face ao ADN

Luis Sierra, de 63 anos, residente em Ozone Park, no bairro de Queens, no centro de Nova Iorque, confessou que matou no dia 20 de dezembro de 1976 a namorada, Evelyn Colon, de 15 anos, grávida de quase nove meses.

O duplo homicídio ocorreu na casa onde ela morava com a família, em Nova Jérsia. Luis Sierra, de 19 anos, violou e depois matou, por estrangulamento e com um tiro no pescoço, a também adolescente quatro anos mais nova.

O homicida saiu da casa com três malas e dirigiu uns 150 quilómetros até chegar ao viaduto mais perto das margens do rio Lehigh. Atirou do alto do viaduto as malas, duas com os restos dela e outra, dezenas de metro depois, com o bebé extraído do ventre da mãe. Um rapaz de catorze anos encontrou-as e chamou a polícia.

Investigação

Em 1976, a investigação policial foi frustrante. Não se conseguiu nem sequer a identificação da vítima e ela foi enterrada com o habitual apelido Doe. Anos depois, em 1984, a investigação prosseguia e os restos mortais foram desenterrados. De novo, inconclusivamente, tal como em mais uma exumação, feita em 2006.

Segundo um antigo polícia, que ao reformar-se em 2000, decidiu continuar a investigar o caso, os avanços na investigação criminal foram decisivos para resolver o caso.

"Depois do caso do serial killer por fim identificado em 2018, a genealogia começou a ser levada a sério. Mas ainda falta muito para generalizar os exames de ADN na investigação policial", que continuam a não ser autorizados em alguns Estados.

Fontes: NY Post/. Foto: Atirou do alto do viaduto as malas para as margens do rio Lehigh.

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