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EUA: Advogado ameaçado desiste de defender suspeito no homicídio do rapper Nipsey 12 Maio 2019

Ameaças a si e à sua família levaram o advogado Christopher ’Chris’ Darden (foto), que em 1995 foi o procurador no processo do famoso ator O.J. Simpson, a desistir da defesa do suspeito homicida, como anunciou esta sexta-feira, 10, em Los Angeles.

EUA: Advogado ameaçado desiste de defender suspeito no homicídio do rapper Nipsey

“Após séculos de história em que homens de raça negra foram sumariamente enforcados, injustiçados, ou após milhares de casos de homens de raça negra que foram julgados, condenados e executados sem qualquer tipo de defesa… é-me incomprensível porque é que em 2019 algumas pessoas estão a denegar a um homem de raça negra o seu direito de defesa à luz da 6ª Emenda", expressou o advogado.

A questão racial volta a assombrar, vinte e quatro anos depois, o jurista Chris Darden que esteve do outro lado, o da acusação ao famoso ator O.J. Simpson. Em 1995, o jurista de 39 anos já com quinze anos de carreira na magistratura, foi alvo de insultos desde ‘traidor’ a ‘vendido’.

Em 2019, Darden diz que as ameaças de morte não lhe deixam outra alternativa: retira-se da defesa de Eric Holder, de 29 anos, acusado do homicídio do famoso rapper Nipsey Hussle, de 33 anos.

O crime aconteceu em 31 de março, às três da tarde (mais 4 H em Cabo Verde) em frente à loja do rapper — que em fevereiro era um dos nomeados para "Melhor Álbum" dos prémios Grammy.

Três dias depois, Eric Holder foi detido após ser identificado como o atirador que disparou vários tiros em frente à loja de Ermias Davidson Asghedom, o rapper Nipsey Hussle.

6ª emenda e alternativa, entre sucesso e fiasco

A Sexta Emenda à Constituição americana, refira-se, garante o direito a julgamento por um "júri imparcial". Contudo, isso ocorre em menos de 5% dos casos criminais, já que mais de 95% são resolvidos através de uma negociação (a "plea bargain", confissão negociada) em que o representante do Ministério Público oferece uma pena reduzida se o acusado aceitar admitir a culpa sem ir a julgamento.

Os críticos deste sistema — que evita um processo longo e com mais custos — apontam uma das suas principais falhas, devida à concentração excessiva de poder no Ministério Público. Estatísticas mostram que é frequente a condenação de inocentes: muitos são levados a confessar e são condenados por crimes que não cometeram.

Fontes: LA Sentinel/NY Times/Washington Post/

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