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EUA: Biden ’o 2º presidente católico em 245 anos’ vai a Roma pedir ajuda ao Papa 27 Outubro 2021

Os católicos mais conservadores defendem que ser pro-choice/pró-escolha é razão para se ser excluída/o da sagrada comunhão. O presidente Joe Biden é pró-escolha e continua a participar na comunhão através da hóstia, porque em Washington o arcebispo é filosoficamente compreensivo, mas em junho no Vaticano não pôde assistir à missa para não embaraçar o papa na hora da comunhão.

EUA: Biden  ’o 2º presidente católico em 245 anos’ vai a Roma pedir ajuda ao Papa

A expectativa, meses depois do primeiro périplo europeu do presidente Biden que teve a visita ao Vaticano frustrada por arranjo diplomático, é que "o segundo presidente católico em 245 anos de história americana" — o anterior foi John Kennedy (1961-63) — possa comungar.

A posição do papa Francisco continua, apesar de muito criticado pela ala mais conservadora do catolicismo também nos Estados Unidos, a ser que o "aborto" é "um pecado".

Mas facto é que o sumo pontífice tem mostrado "compreensão" perante o sacerdote que deixa comungar Biden todos os domingos perto da Casa Branca. Sob a jurisdição eclesiástica do arcebispo cardeal Wilton Gregory, a tolerância segue o dictame de que "o rito sagrado não pode ser negado, mesmo quando existem divergências filosóficas", como diz o cardeal.

Até este momento ainda não foi divulgado o que vai acontecer no Vaticano dentro de dois dias. Contudo, o católico praticante Biden — "provavelmente o presidente mais praticante em décadas" do catolicismo mundial — espera poder vir a receber a Eucaristia no próximo encontro com o Papa.

A questão não teve colocação em 2016, na última visita ao Vaticano de Biden enquanto vice de Obama, presidente cuja posição declarada pró-choice foi criticada pelo Papa Francisco. Biden tinha uma posição mais reservada — que teve de abandonar enquanto candidato presidencial—, sobre o tema que divide católicos pelo mundo.

A ajuda solicitada ao papa expressa-se ainda na agenda do encontro no Vaticano na sexta-feira, 29 que inclui ainda: clima, pena capital, imigração, direitos civis, desigualdade salarial... Também sobre as "fake news"— um fenómeno sobre o qual o Sumo Pontífice fez em 24.1.018, por ocasião do Dia Internacional da Comunicação Social, um apelo por um "Jornalismo pela Paz".

Em setembro, o papa Francisco destacou — no que está a ser interpretado como um "puxão de orelhas" à ala conservadora — que "permitir a Comunhão Sagrada é uma decisão pastoral e não política".

Fontes: Vatican News/Washington Post. Fotos: Divisão na sociedade entre os pro-choice/pró-escolha e os pró-vida. Para os pro-life /pró-vida nos Estados Unidos, a defesa do aborto por parte do presidente Joe Biden é "razão suficiente" para lhe ser negada a sagrada comunhão eucarística.

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